Obras e Paradas

Brasil cancela megaprojeto de ferrovia planejada para transportar mercadorias através do Peru

O Brasil arquivou uma ferrovia planejada para transportar mercadorias destinadas a China através do Peru, pois era muito dispendiosa e enfrentava desafios de engenharia “absurdos”, disse um funcionário brasileiro.

A estrada de ferro de 5.000 km sobre os Andes para a costa do Pacífico, anunciada durante uma visita do presidente Xi Jinping em 2014, foi destinada a acelerar as exportações de soja e minério de ferro para a China a um custo menor, contornando o Canal do Panamá.

Mas, a um custo estimado de US $ 80 bilhões, a ferrovia não seria comercialmente viável se transportasse apenas commodities e não mais bens valiosos, disse Jorge Arbache, vice-ministro de Planejamento para Assuntos Internacionais, à Reuters em uma entrevista no final da quinta-feira.

O Peru também se opôs à rota planejada que cortou uma das reservas naturais mais importantes do país, disse ele.

“O projeto parou, porque era extremamente dispendioso e o estudo de viabilidade era muito insatisfatório. Naquele momento, a ferrovia não está na agenda do governo”, disse Arbache.

“Os desafios de engenharia eram absurdos”. O governo peru disse que o caminho-de-ferro poderia ser viável se tomasse uma rota mais direta através da Bolívia, o que reduziria os custos e teria menos impacto ambiental, além de permitir ao vizinho sem saída do Peru um melhor acesso aos mercados de exportação do Pacífico.

Arbache disse que as conversas sobre uma rota alternativa estavam apenas em um estágio “embrionário”.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e investiu US $ 20,9 bilhões no país sul-americano em 2017, o mais desde 2010, quando uma recessão corroeu os preços dos ativos e atraiu investidores, de acordo com o ministério do planejamento.

A maior parte desse investimento entrou em energia, logística e agricultura.

Arbache disse que o Brasil espera que a China adote uma visão de longo prazo e diversifique seus investimentos para a fabricação e serviços brasileiros, incluindo os setores de saúde e educação. (Reuters )

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