Indústria

Cecil aposta no mercado de alumínio

A fabricante de produtos de cobre Cecil está diversificando o portfólio e pretende ampliar a sua atuação no mercado brasileiro, principalmente após aquisição no segmento de alumínio. Para 2018, a empresa prevê expansão de 20%.

Recentemente, a Cecil adquiriu a fabricante de produtos de alumínio Elfer, com fábrica em Pindamonhangaba (SP) e capacidade instalada de 60 mil toneladas anuais. “As expectativas são as melhores possíveis. A tendência é expandir o negócio Elfer por conta do aporte de capital humano, tecnológico e também financeiro que será realizado”, afirmou ao DCI o CEO da Cecil, Miguel Angelo de Carvalho.

Com a aquisição, o executivo conta que as possibilidades de atuação são inúmeras, especialmente nos setores automobilístico, ferroviário e mineração. “Ainda não é possível falar em porcentagens, mas podemos dizer que estes três setores serão prioritários, além dos mercados de serviços de beneficiamento, defesa, energia e farmacêutico.”

A Cecil tem grandes concorrentes no mercado nacional, como a Paranapanema e a Termomecânica, esta última que também entrou recentemente no mercado de alumínio. “Atualmente, o nosso market share no País é de 42%”, garante Carvalho.

Ele conta que, em relação à Elfer, o objetivo da Cecil agora será o trabalho de transição para o negócio. “Buscaremos melhorar estratégias para uma expansão sustentável. Como se tratam de empresas com grande sinergia, o foco é identificar processos que podem ser melhorados”, detalha o executivo. “Existe um potencial gigante a ser explorado, mas respeitamos e valorizamos muito todo o histórico de atuação da Elfer, por isso a estratégia é somar conhecimento e estrutura mutuamente”, complementa.

Carvalho relata que, no geral, a Cecil não foi impactada com os acontecimentos políticos do País. “Existe um ponto de atenção nas eleições deste ano, já discutido em conselho internamente, mas que julgamos que será um evento que passará sem grandes turbulências”, avalia o executivo.

Ele acrescenta que o risco é baixo para o crescimento da empresa, já que o País deve experimentar uma retomada da economia e do consumo. “Se houver ainda o investimento em infraestrutura que está previsto para 2018, nossa expansão será maior do que 20%.”

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