Petróleo

Competitividade garante retomada

A competitividade, como alma do novo viés do mercado nacional de óleo e gás, pretende mudar o perfil da dinâmica de exploração e de produção de petróleo no país, tanto na Bacia de Campos, quanto nas outras regiões sedimentares.
Essência da agenda de leilões programada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) para até 2019, a concorrência pelos blocos de exploração do pré-sal e do pós-sal, forçam a flexibilização necessária para reduzir, cada vez mais, a dependência da indústria offshore nacional de apenas uma operadora, a Petrobras, que começa a renascer das próprias cinzas.
De acordo com dados apurados pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), apesar de possuir o maior potencial geológico em áreas descobertas no mundo, o Brasil perde para pequenas nações petrolíferas na quantidade de reservas em operação atualmente.
Considerado como “triângulo de ouro”, regiões que concentram o maior volume de petróleo em águas profundas, o Brasil divide com o Golfo do México e com a África os interesses das grandes operadoras de óleo e gás. Do total de 86 reservas em águas profundas descobertas nessa região, o Brasil possui 42 delas, enquanto a África corresponde a 22 e o Golfo do México a 22.
Porém, das 42 reservas descobertas, o Brasil produz, hoje, em apenas nove. Treze seguem em processo de desenvolvimento de projetos e 20 ainda estão no perfil de potencial. Já o oeste da África, produz em 8 das 22 reservas descobertas, tendo 8 em fase de pré-produção e seis no campo do potencial.
Já o México produz em 10 das 22 reservas descobertas, tendo mais seis em fase de pré-produção e seis no campo do potencial. Essa diferença entre o potencial geológico e a produção efetiva se deve às regras de operação, que no Brasil mantinha a Petrobras como operadora única. Na regra “antiga”, a Petrobras era responsável por 90% da produção nacional. Apenas 10% era gerada por outras companhias.
No México, a produção é dividida entre quatro grandes blocos, que contam com nove empresas. Na África há 10 operadoras em produção. Essa dinâmica compartilhada de operação tem dois significativos resultados: mais investimentos no setor e consequentemente, mais oportunidades de trabalho.
“O perfil de multioperadoras garante o equilíbrio das operações do petróleo, gerando competitividade e benefícios para as regiões produtoras”, disse Gilson Coelho, gerente executivo da Abespetro.
É com esse novo perfil, criado a partir dos novos leilões da ANP, que o mercado nacional vai se recuperar.
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