Óleo e Gás

Compra de gás em bloco

Distribuidoras de gás natural de 12 estados lançarão duas chamadas públicas em conjunto para compra de gás de novos supridores. Serão realizados dois processos: um envolvendo empresas do Centro-Sul do país e outro no Nordeste. Os editais serão lançados na próxima sexta-feira (10/8) e no próximo dia 14/8, respectivamente.

No Centro-Sul, cinco distribuidoras do Sul, São Paulo e do Mato Grosso do Sul farão uma chamada em conjunto para a compra de 10 milhões de m³/dia, conforme antecipou a BE Petróleo, para entrega a partir de 2020. O objetivo é diversificar fontes de suprimento, uma vez que todas elas são atendidas pelo Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol). Os editais serão divulgados nos sites de cada distribuidora.

Participam desse processo a Sulgás (RS), SCGás (SC), Compagas (PR), GasBrasiliano (SP) e a MSGás (MS). Estudos indicaram a oportunidade de formatação conjunta de um edital e termo de referência para este fim. Somadas, as cinco distribuidoras atendem mais de 134 mil consumidores de gás natural e possuem mais de 4,4 mil km de redes de distribuição em 161 municípios.

Devido à especificidade de cada distribuidora em relação a volumes e pontos de entrega, os editais são individualizados por companhia, porém todas as demais informações durante o processo serão tratadas de forma coordenada entre as cinco concessionárias.

A contratação em bloco pelas distribuidoras começou a ser costurada no fim de julho. Reuniões foram realizadas entre os representantes de cada empresa a fim de definir a modelagem da chamada pública.

No Nordeste, será realizada uma chamada envolvendo a Algás (AL), Bahiagás (BA), Cegás (CE), PBgás (PB), Copergás (PE), Potigás (RN) e Sergás (SE). Apesar de ser feita de forma coordenada, cada companhia dessa região lançará seu próprio edital e, como resultado, a aquisição do gás será individual.

A modalidade de contratação de gás proveniente de novos supridores tem sido alternativa adotada pelas distribuidoras diante do reposicionamento estratégico da Petrobras, de desinvestimentos e saída do mercado de distribuição de gás natural. No ano passado, a Bahiagás, por exemplo, realizou uma chamada pública de contratação de gás, onde comprou cerca de 1 milhão de m³/dia.(Fonte)

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