Energia

Cresce em 25 vezes as migrações para o mercado livre de energia em 2016

Em busca de redução de custo com um insumo primordial para suas atividades, 2.303 empresas optaram pela migração para o mercado livre de energia. Em 2016, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE registrou um aumento de 25 vezes no número de pedidos aprovados de adesão de consumidores quando comparado com 2015 (93 no total).

O movimento foi impulsionado principalmente pela adesão dos consumidores especiais, empresas com demanda entre 0,5 MW e 3MW e que são obrigadas a adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas ou de fontes incentivadas especiais (eólica, biomassa ou solar). Com 2.102 empresas associadas à CCEE no ano passado, o segmento representou 91% das adesões no mercado livre.

“Um conjunto de fatores como o aumento da tarifa no mercado regulado, a simplificação da medição e a melhora na hidrologia, que impacta na queda do preço da energia no mercado livre, foi primordial para que as empresas tomassem a decisão de migrar para o mercado livre”, lembra Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.

O executivo acredita que o movimento de migração deva permanecer ao longo de 2017, mas numa intensidade menor à registrada no ano passado. “Temos ainda 1.121 processos de adesão abertos para migrar do ACR para o ACL, sendo 1.044 de consumidores especiais e 77 de consumidores livres”, afirma.

Em decorrência do grande número de adesões, o mercado livre ampliou sua representatividade no consumo total de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN. Em outubro de 2015, o ACL representava 23,3% do consumo no país, índice que teve aumento de 3,8 pontos percentuais. Atualmente, as empresas do mercado livre representam cerca de 27% do consumo.

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