Energia

Energia solar fotovoltaica pode gerar milhares de empregos

As novas energias têm hoje mais capacidade de gerar empregos do que as energias fósseis”. A afirmativa é do CEO da EBES – Empresa Brasileira de Energia Solar, Adilson Liebsch, com base em estudos americanos e os quais também foram comentados pelo especialista em energias renováveis, o empresário americano Arthur Haubenstock, vice-presidente para Assuntos Governamentais e Regulatórios da 8minutenergy Renewables, empresa que ocupa o terceiro lugar na produção de energia solar nos Estados Unidos.  Haubenstock esteve em audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do senado brasileiro, no mês de junho.

Segundo o americano, a criação de incentivos econômicos e de inovação tecnológica pode contribuir para ampliar a oferta de energia renovável e a geração de empregos, sobretudo para a parcela mais jovem da população. O empresário comentou que o estado da Califórnia pretende aumentar a participação da energia solar até 2030. “Os investidores estão entusiasmados, o público também, à medida que os custos caem. A energia solar está ganhando leilões. No Texas, está se tornando uma commodity, competindo com o gás natural e ganhando em preço. A energia solar está se tornando cada vez mais competitiva e os preços vão cair ainda mais, assim como o dos celulares e computadores”, declarou.

O empresário comentou, ainda, que a crise energética que atingiu o estado norte-americano em 2001, gerando restrições no fornecimento de energia e de gás natural, foi a razão que fomentou investimentos no setor. “Geramos muitos empregos e a mão de obra não muito qualificada foi treinada para trabalhar. As mudanças foram rápidas”, afirmou.

Outro estudo que mostra a importância da energia solar fotovoltaica para a economia e geração de empregos é o relatório Alvorada desenvolvido pelo Greenpeace.  Nele é citado que a energia solar fotovoltaica pode ser responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. O estudo diz que é possível chegar a quase 4 milhões de vagas relacionadas à expansão da energia solar. “Hoje temos mais de 3 milhões de pessoas trabalhando com a energia fotovoltaica no mundo. Ou seja, temos uma tremenda oportunidade pela frente”, conclui o CEO da EBES, Adilson Liebsch.

(Com informações da Agência Senado)

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