Energia

Gigante chinesa de energia investe R$ 2,4 bilhões no Rio de Janeiro

A chinesa State Grid, uma das maiores empresas de energia do mundo, está investindo R$ 2,4 bilhões no Rio de Janeiro. Esse valor faz parte da construção da maior linha de transmissão do mundo que será feita entre Pará e Rio de Janeiro. Serão 2.518 quilômetros de extensão e investimentos totais de R$ 9,6 bilhões no país. Na quinta-feira, 28/09, a estatal chinesa lançou a pedra fundamental da subestação que ficará em Paracambi, na Baixada Fluminense.

A linha, que vai transmitir a energia gerada na usina de Belo Monte, vai passar pelos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, além do Rio. A capacidade de transmissão será de 400 MW. Em Paracambi, a energia será distribuída para outras estações interligadas ao sistema elétrico nacional. Paulo Esmeraldo, vice-presidente da Xingu Rio, empresa responsável pelo projeto, diz que as obras começaram neste mês em diversas partes do país. Serão 13 canteiros principais de obras em vários estados e 16 mil empregos durante nos 50 meses de obra. No Rio, a estimativa do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, é que sejam gerados duas mil vagas na região em volta da subestação.

— Quando vencemos o leilão, o projeto estava orçado em cerca de R$ 7 bilhões. Hoje, com correções de projeto e inflação, o valor total chegou a R$ 9,6 bilhões. Desse total, 25% ficará no Rio de Janeiro por conta da construção da subestação. Serão 4.600 torres ao longo de toda a linha. As obras já começaram em setembro porque em agosto saiu a licença de instalação — explicou Esmeraldo, destacando que já foram gastos R$ 1,2 bilhão na obra.

Do total do investimento projetado, um terço virá do BNDES, através da linha Finem; outro um terço virá de capital próprio; e o restante de debêntures que serão emitidas ao longo da obra, destacou o executivo. Ele lembrou que 60% da obra contará com conteúdo local brasileiro.

Canteiro de obras da subestação da State Grid, em Paracambi, Baixada Fluminense – Bruno Rosa

—Quarenta por cento dos equipamentos serão da China, sobretudo itens que não são produzidas no Brasil. A obra como um todo terá cinco empresas para tocar as obras (epecistas), das quais duas serão chinesas, como a XPTT e a Sepco — afirmou Esmeraldo.

Estiveram presentes no lançamento da pedra fundamental em Paracambi o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, e o governador do Estado Rio, Luiz Fernando Pezão.

STATE GRID BUSCA NOVAS OPORTUNIDADES NO BRASIL

A State Grid tem hoje 5.501 quilômetros de linhas de transmissão em operação no Brasil. Em 2011, a empresa chinesa comprou a Plena, ganhando fôlego no Brasil. Desde então, a chinesa vem ampliando sua atuação no país, com novas aquisições e participando de leilões promovidos pelo governo. Recentemente, o grupo State Grid entrou no negócio de geração de energia, com a aquisição da CPFL, no qual tem apenas participação acionária.

Segundo diretor-geral do Departamento Internacional da State Grid Coporation of China, Zhu Guangchao, a compra da CPFL mostrou que a empresa está confiante no país. Ele disse que está buscando novas oportunidades no Brasil.

— Estamos olhando novas oportunidades no Brasil. Estamos vendo o que melhor se adequa ao nosso perfil. Estamos interessados na área de transmissão, geração e energia renovável. O país passou por momentos difíceis nos dois últimos anos, mas acreditamos no longo prazo. A taxa de crescimento da economia está cada vez maior. Com certeza, os negócios vão crescer no Brasil. Queremos participar dos novos leilões de transmissão e estamos de olho em projetos de greenfield (que serão construídos) — destacou Zhu.

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