Offshore

Huisman é mais uma empresa offshore a desistir do Brasil

Como no velho oeste, mais uma marca no cabo do revólver do presidente da Petrobrás, que contabiliza as mortes de empresas no Brasil. Pedro Parente  insiste em manter paralisados projetos que a estatal poderia investir e aquecer o mercado offshore até que a decisão final sobre a queda de conteúdo local não for definida oficialmente. Sua inércia nos investimentos segue estrangulando centenas de empresas que estão a míngua em busca de qualquer coisa para não morrer e demitir ainda mais.  A Huisman Brasil, braço catarinense da gigante holandesa Huisman, especializada em equipamentos para exploração de petróleo e gás, é a mais nova vítima. A empresa anunciou o fim das atividades na cidade de Navegantes.

A decisão é um reflexo da crise nos estaleiros,  principais clientes no país. Mas a saída da empresa será em junho do ano que vem. Até lá vai entregar  suas últimas encomendas de guindastes offshore e guinchos para manuseio de âncoras. A empresa citou a queda no volume de vendas e afirmou que o cenário econômico complexo, com reflexos no setor petrolífero, tornou a desmobilização necessária.

A indústria tem hoje 157 funcionários em Navegantes, que deverão ser demitidos gradativamente a partir de novembro. Na época da instalação, em 2015, ainda em pleno boom da construção naval offshore, a indústria planejava chegar a 3 mil funcionários, volume que não chegou a alcançar, apanhada pela crise que viria logo depois. A Petrobrás, que dominava as encomendas, cancelou boa parte dos projetos e a crise atingiu em cheio um setor que vinha em pleno crescimento. Ela tem 19 projetos prontos a espera da decisão da quebra do conteúdo nacional.

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