Óleo e Gás

Imetame e Tradener têm projetos na Bahia e no Paraná

Enquanto a Eneva se consolida como referência na geração “gas-to-wire”, outras empresas, como Imetame e Tradener, também miram oportunidades no setor. A capixaba Imetame investe cerca de R$ 100 milhões para tirar do papel o primeiro projeto a gerar energia na cabeça do poço de gás, fora do complexo do Parnaíba.

A companhia negociou em 2015 uma pequena usina, batizada de Prosperidade I, de 28 megawatts, em Camaçari (BA), que consumirá o gás natural a ser produzido no campo de Cardeal do Nordeste, na Bacia do Recôncavo. A termelétrica, segundo boletim da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), começou a ser construída no ano passado e está atrasada. Prevista inicialmente para este ano, o empreendimento só deve começar a operar comercialmente em 2020.

Prosperidade I foi concebido com previsão de ampliação futura, para até 90 megawatts, a partir do aumento da produção local de gás natural.

Outra empresa que tem a intenção de apostar no setor é a Tradener. A comercializadora recebeu autorização da Agência

Nacional de Petróleo (ANP) para iniciar a produção de gás natural na área de Barra Bonita, no centro do Estado do Paraná.

Segundo o presidente da companhia, Walfrido Victorino Avila, a ideia é começar em abril os testes de produção. A previsão da Tradener é que Barra Bonita comece produzindo 30 mil metros cúbicos diários, mas atinja, em plena capacidade, 100 mil m3 /dia.

“Inicialmente, o gás será distribuído para pequenas indústrias e postos de gás natural veicular (GNV). No futuro, o desejo é replicar o modelo de negócio da Imetame e colocar uma pequena termelétrica na região”, explicou.

Diretor de exploração e produção da Eneva, Lino Cançado destaca que as mudanças nas regras dos leilões de energia desde 2017 atendem a um pleito das empresas interessadas e ajudam a viabilizar novos projetos “gas-to-wire”. Desde o ano passado, por exemplo, as empresas têm de comprovar, no leilão, combustível suficiente para dez anos de operação da usina, ante a exigência antiga, de 25 anos.

Na licitação de dezembro, duas térmicas a gás foram contratadas, mas nenhuma “gas-to-wire”. Cançado vê as usinas que geram na cabeça do poço como “extremamente competitivas” frente às térmicas que operam com gás natural liquefeito e gás do pré-sal. Segundo a Eneva, enquanto a perfuração de um poço terrestre no Parnaíba custa entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões, os poços em águas profundas podem superar os US$ 100 milhões.

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