Offshore

Mulheres no comando do mercado offshore

Há muitas mulheres no mercado de trabalho offshore, petróleo e gás, e índice muito abaixo do necessário, e no Brasil estima-se que em oito anos, de 2003 a 2011, estatística da então FIBGE, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, a taxa de crescimento relativo da força de trabalho feminina foi de 105%, enquanto a taxa de crescimento relativo da força de trabalho masculina foi de 56,1%, sendo que, de um total de 6.056 gerentes, as mulheres participam com 986 cargos, cerca de 16%.

Atualmente o Brasil é o país com o maior número de oficiais mulheres no mundo, com dez vezes a média mundial, (1%). Elas representam 10% do quadro de oficiais da Marinha Mercante que trabalham na Transpetro. Esses dados ignoram que há mais de 12 milhões desempregados no Brasil, acrescido que ao reaquecimento do mercado de petróleo e as vendas dos ativos e leilões da Petrobras, prevê-se contratação de aproximadamente 500 mil novas vagas para mulheres e homens até 2020.

No mundo do petróleo, a Arábia Saudita deu exemplo de contratação de competência levando para o Conselho Administrativo a primeira mulher a assumir cargo na companhia de petróleo estatal Saudi Aramco. Lynn Laverty é ex-presidente da petrolífera Sunoco, com sede nos Estados Unidos e trabalhou 28 anos na Royal Dutch Shell como vice-presidente executiva de produção global.

No Brasil, a capitã de longo curso da Transpetro Hildelene Lobato Bahia, é primeira mulher comandante da Marinha Mercante, e recebeu o prêmio Mulher Destaque no Setor Portuário e Marítimo 2016, na categoria Responsabilidade Social Corporativa e Igualdade de Gênero. A premiação é da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a cerimônia aconteceu na cidade do Panamá.

Hildelene iniciou sua carreira na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Efomm), onde fez parte da primeira turma de mulheres. Na Transpetro, ela encontrou apoio e seguiu sua trajetória no pioneirismo de ser uma das primeiras oficiais femininas a embarcar, nomeada Primeira Imediata e, logo em seguida, Primeira Comandante da Marinha Mercante brasileira.

MARINHA MERCANTE – Existem duas formas de uma mulher se tornar oficial da Marinha Mercante. A atividade é antiga e está diretamente relacionada ao transporte de cargas, passageiros e apoio a plataformas de exploração de petróleo e gás e não é atividade militar, mesmo que os cursos são nos centros de instruções, onde recebem formações de oficiais, e todos as alunas têm obrigatoriedade de cumprir com as normas do regime militar, exceto para os cursos de ASON (Adaptação para 2º oficial de NÁUTICA) e ASOM (Adaptação para 2º oficial de MÁQUINAS) e após a conclusão total do curso, as alunas se tornam funcionários de empresas que operam no segmento: a PETROBRAS é a mais requisitada.

Nas duas opções de carreira: Oficiais de Náutica, que são os responsáveis pela navegação da embarcação (popularmente falando são os pilotos do navio) e Oficiais de Máquinas, os responsáveis por toda parte de manutenção do motor das embarcações. Os cursos nas escolas duram três anos em média, em regime de internato.

Para os interessados na profissão, que já têm mais de 24 anos, ASON e ASOM são cursos para quem possui graduação de nível superior e, com o mercado reaquecido, são carreiras promissoras; um oficial recém-formado recebe salário em torno de R$ 5 mil, com perspectivas de em dois a quatro anos passar a receber R$ 12 mil.(Fonte)

Voltar ao Topo
Site Protection is enabled by using WP Site Protector from Exattosoft.com