Obras e Paradas

Obras públicas geram retomada de demanda

Apesar da retomada lenta do setor de infraestrutura, empresas relatam aumento de demanda, especialmente de obras públicas. Principais movimentações decorrem de projetos de iluminação, transporte e óleo e gás.“No Brasil, há uma grande demanda por infraestrutura. Já estão ocorrendo aportes no mercado de energia e vemos uma retomada dos investimento de concessionárias”, afirma o diretor presidente da Nexans no País, Thierry Costerg. O executivo conta que a Nexans, multinacional francesa especializada em cabos e soluções, prevê uma recuperação em 2018, após dois anos de crise, muito em função do setor de infraestrutura.

“Temos perspectiva de crescimento de 5% neste ano e de 10% para 2019 e 2020.”Entre os novos projetos, Costerg destaca o Parque Solar de Ituverava. Inaugurado ano passado na Bahia, é um dos maiores da América Latina. “Estão ocorrendo grandes investimentos neste tipo de matriz. Isso gera demanda de cabos e acessórios para os projetos.” Além do setor de energia, a Nexans nota movimentação no segmento de exploração de petróleo. “Fornecemos cabos para a atividade de prospecção de áreas produtivas. Também há perspectiva de novas plataformas, em consequência das recentes rodadas de leilões.” O executivo conta que as exigências de conteúdo local chegaram a preocupar a empresa, que espera uma maior flexiblização das regras. “Alguns desses cabos e componentes são fabricados pela nossa empresa na Noruega. A Petrobras chegou a bancar a multa para violar essas regras, por uma questão de competitividade.” Um dos principais projetos que a Nexans está envolvida atualmente é o Amazônia Conectada.

Desenvolvido pelo Exército Brasileiro, o programa está instalando cabos de fibra ótica em regiões mais remotas do estado do Amazonas. “Já foram três trechos implementados, mais de mil quilômetros de cabos sob o leito de rios”, explica Costerg.Política e eleições O vice-presidente do grupo Unicoba, Daniel Neiva, avalia que em 2018 há uma maior demanda por projetos de iluminação pública. “A responsabilidade por esse tipo de obra é das prefeituras. O ano passado foi o primeiro das novas administrações após as eleições. Geralmente nesse período são feitos apenas ajustes no orçamento.

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A partir do 2º ano, começam as licitações. Então está havendo uma demanda grande do setor público, especialmente na migração para lâmpadas LED.”Em 2017, a empresa faturou R$ 500 milhões, dos quais 40% correspondem à iluminação. Primeira fabricante de LED da América Latina, fornece lâmpadas para duas das maiores Parcerias Público-Privadas (PPPS) de iluminação em implantação no País, em Mauá (SP) e Belo Horizonte (MG). “Essa migração para LED está ocorrendo mais rapidamente no setor público do que nas indústrias.

Existem PPPs bem avançadas e a procura é grande, por questão de economia e segurança”, explica Neiva.O engenheiro de projetos e construção da EDP Brasil, Tiago Roberto Barbosa, conta que a demanda de governos estaduais sofreu um impacto devido ao ano eleitoral. “Projetos do poder público estão atrelados a prazos e variáveis como as eleições, que reduzem o tempo de execução”, declarou no Fórum Redes Subterrâneas de Energia Elétrica, realizado em São Paulo nesta segunda-feira (11). De acordo com a legislação, é vedado o comparecimento de candidatos em inaugurações de obras públicas nos três meses anteriores à eleição, o que neste ano corresponde ao dia 07 de julho. A EDP Brasil, empresa do setor de energia, participou da construção da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que liga a malha ferroviária ao Aeroporto de Guarulhos. O ramal foi inaugurado em abril, poucos dias antes da renúncia do governador Geraldo Alckmin, que pretende disputar o pleito presidencial em outubro.

Fonte: DCI

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