Óleo e Gás

Ocyan deve participar das próximas licitações para a área da Bacia de Santos

A Ocyan planeja participar das próximas licitações de risers para a área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. A ideia é concorrer com uma solução híbrida, desenvolvida em parceria com a inglesa Magma Global.

Lançado durante a OTC, em Houston, o sistema consiste em um duto rígido envolto por linhas de material compósito ligados a um tanque de flutuação, que, por sua vez, é conectado via jumpers à plataforma flutuante. No assoalho marinho, uma “saia” permite a saída dos flowlines flexíveis para os poços.

Com a configuração de torre de risers – já utilizada no México, na década de 80 e, mais recentemente, em Angola pela Total e BP –, a empresa prevê reduzir em até 80% o peso exercido pelos risers ao FPSO, permitindo a diminuição do tamanho do balcão de risers, entre outros ganhos.

“Temos interesse em participar de Mero 2, e 3. Nosso próximo passo é conquistar um espaço para participar das concorrências”, diz o diretor-superintendente de Serviços Integrados da Ocyan, Jorge Luiz Uchoa Mitidieri.

Hoje, a companhia aguarda a conclusão do processo de qualificação tecnológica dos tubos de material compósito da Magma junto à Petrobras, o que deve ocorrer entre este e o próximo ano para linhas de 6” e 8” de diâmetro, respectivamente.

Não menos importante será o fim do bloqueio cautelar que impede a Ocyan de fechar novos contratos com a Petrobras. Apesar de não ter condenações na Justiça, a empresa está sujeita ao impedimento que recai sobre a holding Odebrecht, alvo de investigações na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Estamos confiantes. Hoje aposto em uma solução de consenso a ponto de podermos participar de Mero 2 em diante”, assinala Mitidieri.

Histórico

A Petrobras promove, no momento, uma licitação para contratar o SURF do campo de Mero 1. Para o processo foram convidadas a Allseas, Heerema, McDermott e a Subsea 7, empresa com a qual a Ocyan já trabalhou em parceria na instalação do gasoduto Norte-Capixaba, entre 2010 e 2011.

Nessa mesma época, a companhia participou de uma concorrência da Petrobras para fornecer o sistema de risers de Lula e Sapinhoá. Embora aprovada tecnicamente, sua proposta foi superada pela oferta da própria Subsea 7, com o sistema de boiões. “Perdemos por uma diferença entre 10% e 15% de preço”, relembra o diretor da Ocyan.

Em 2012, em uma nova tentativa de emplacar a torre de risers, a empresa foi derrotada pela Saipem e a Technip em um bid da estatal também focado no pré-sal. A italiana venceu, na ocasião, com a proposta de um sistema do tipo steel lazy wave riser (SLWR) e a francesa, com uma solução baseada em dutos flexíveis.

“Em ambos os casos, nossas torres tinham muita semelhança com as existentes na África, com risers rígidos, um sistema um mais conservador. Não tínhamos apresentado nenhuma novidade até então”, observa Mitidieri.

Depois disso, a brasileira formou uma aliança com a Technip (hoje TechnipFMC) para construir e operar dois PLSVs (embarcações de lançamento de linhas flexíveis). Fabricadas pelo estaleiro DSME, na Coreia do Sul, as embarcações Top Coral do Atlântico e Estrela do Mar cumprem o quarto dos cinco anos do contrato iniciado em 2014 com a Petrobras.

“Mas voltamos a estudar a torre, com uma visão de inovação. Não achamos que o duto rígido vai tomar o lugar do flexível, mas acredito que o mercado caminha para uma solução mista”, prevê o executivo.

Tags: Direito Óleo, Direito Gás Energia. Ocyan quer disputar próximas licitações para o subsea de Libra

Fonte: Revista Brasil Energia

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