Empregos

Petrolíferas estrangeiras chegam com tudo a Bacia de Campos e trazem milhares de empregos

Desde o inicío do ano (2018), o mundo petrolífero e de gás veem ganhando cena novamente no Brasil, e, agora, eles prometem ter um grande avanço. Isso está acontecendo pois, instituições de todo o mundo estão dispostas a apostar nessa área, sendo que, algumas já estão planejando criar suas próprias filias no Brasil e outras estão apenas se tornando sócios de algumas empresas que já existem no país.

Algumas dessas instituições são internacionais e veem representar países como, por exemplo, Alemanha, Canadá, Austrália, Portugal, China, França, Suíça e Estados Unidos. Segundo a Petrobrás, mais de 37 instituições internacionais demonstraram interesse em se tornar fornecedor porém, cerca de 12 empresas ainda estão sendo analisadas.

As áreas mais procuradas são as que tem contato com os maquinários utilizados no serviço, já que, empresas como Odebrecht, OAS, Engevix e Queiroz Galvão estão bloqueadas de fechar contratos devido a lava jato. Como grande parte dos serviços eram realizados por essas empresas, a Petrobrás se viu obrigada a procurar outros forncedores. Com isso, em dezembro de 2017 a Petrobrás passou de 6205 instituições cadastradas em sua base de dados para 7300, sendo que, cerca de 900 instituições são estrangeiras.

O lado bom disso é que, uma boa parte das pessoas que antes estavam sem emprego, já podem ter em mente que, com essas novas empresas estrangeiras no pedaço, teremos uma onda de admissão, principalmente, na área relacionada aos equipamentos e maquinários.

Além das vagas que serão geradas pelas instituições internacionais, a Petrobrás também irá gerar uma boa quantidade de emprego. A empresa acredita que irá gera mais de 3 mil vagas. Essa expectativa tem a ver com as licitações que foram abertas para as 39 plataformas da Bacia de Campos.

A empresa Atlas também irá gerar vagas de emprego para a área petrolífera. No entanto, as vagas aqui serão no sentido de vagas offshore. Algumas das vagas que irão ser abertas será pela procura de médico, engenheiro, supervisor de perfuração, engenheiro de projetos e técnico de equipamentos.

A empresa norueguesa Statoil está prevendo iniciar os testes de perfuração na plataforma do Brasil e, provavelmente, também irá precisar de empregados brasileiros. A empresa Aker está com diversas vagas de emprego abertas e os interessados podem enviar o currículo através do site da empresa. Algumas das vagas a serem ocupadas são: engenheiro, designer, gerente de contabilidade, comprador e operador de recursos, por exemplo.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), os leilões que foram realizados nos blocos de petróleo e gás fizeram com que a empresa lucrasse mais de R$ 3,84 bilhões. No entanto, foram leiloados cerca de 287 blocos mas, somente 37 blocos foram adquiridos, o que corresponde a uma quantidade menor do que 15% dos blocos. Apenas 17 empresas adquiriram algum bloco disponibilizado no leilão. No entanto, 7 das 17 instituições são internacionais.

A Bacia de Campos foi a mais desejada pelas empresas presentes no leilão e disponibilizava cerca de 10 blocos marítimos. O motivo de ela ser a mais querida pelas empresas não está escondido de ninguém, já que, ela é a principal bacia explorada no Brasil e, consequentemente, a que se espera obter maior lucro sobre as vendas.
Para quem não sabe, essa bacia possui cerca de 100 km² e vai de Vitória no estado do Espírito Santo até o Rio de Janeiro na cidade de Arraial do Cabo, sendo pioneira nos testes feitos com o conhecimento do offshore em 1977 na plataforma de Enchova.

A novidade aqui foi a implementação de trabalho através de uma plataforma flutuante onde os gastos seriam reduzidos e o trabalho seria agilizado. Dessa forma, o tempo de trabalho seria cerca de 2 anos a menos. Anos depois foram instaladas plataformas fixas. Com essa tecnologia foi possível retirar petróleo de camadas muito mais profundas.

Voltando ao leilão realizado, os lances para essa plataforma foram altos e empresas como Shell e Total tentaram arrematá-la. Contudo,

Para se ter noção do valor da Bacia de Campos, podemos lhe contar que, apenas 2 blocos dessa plataforma chegaram a valer R$ 3,6 bilhões dos R$ 3,84 bilhões arrecadados. Ou seja, por aqui já é possível imaginar o quanto essa Bacia é capaz de produzir e lucrar.

Dos R$ 3,6 bilhões arrecadados na Bacia de Campos, um dos blocos do setor SC-AP3 chegou a custar cerca de R$ 1,2 bilhões. O bloco mais caro da Bacia de Campos foi o bloco C-M-346 que teve o valor de R$ 2,24 bilhões. As empresas responsáveis por esses pagamentos serão a ExxonMobil e a própria Petrobrás.

A Bacia de Campos foi apenas uma das bacias leiloadas. Além dela, tiveram presença setores das bacias de lugares como: Parnaíba, Santos, Recôncavo, Espírito Santo e outras. A área adquirida pelas empresas corresponde a mais de 25 mil km².

Para a 15° rodada do leilão, vale lembrar ainda que, dos 70 blocos ofertados, o Tribunal de Contas da União (TCU) obteve sucesso ao bloquear a venda de 2 importantes blocos que são os blocos S-M-534 E S-M-645, que se encontram na Bacia de Santos. Embora tenham tido 2 blocos barrados, a ANP diz que não vê problemas em relação financeira com a exclusão desses blocos da Bacia de Santos. Afinal, a empresa estima que, o 15° leilão consiga acumular cerca de R$ 3,5 bilhões.

Para participar do leilão tivemos a presença de instituições importante mundialmente e a concorrência foi acirrada. Algumas das empresas confirmadas para o leilão foram Chevron, Petrobrás, ExxonMobil., Sheel, Total, Rosneft, Repsol, BP e Galp, por exemplo.

O 15° leilão foi o primeiro a ser feito no novo modelo de leilões da Agência Nacional de Petróleo e Gás e, a empresa acredita que ele terá resultados muito melhores do que os que realizados antes.

Com os leilões realizados a ANP busca atrair cada vez mais empresas estrangeiras e, consequentemente, aumentar a geração de emprego no país. A expectativa de crescimento de emprego na área naval é muito positiva, principalmente, no período de 2017 a 2025.

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