Energia

Privatização de parte da gigante de energia elétrica brasileira “essencial”, diz ministro

Privatizar parte da gigante estatal de eletricidade do Brasil, a Eletrobras, é “essencial”, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, nesta quarta-feira.

A venda de seis empresas de distribuição de energia que operam no vermelho é o primeiro passo para recuperar a saúde financeira da empresa, disse Guardia a repórteres em um evento em São Paulo.

“É essencial, não apenas para o fornecimento de energia elétrica em seis regiões nacionais, mas também para avançar na resolução da recuperação da Eletrobras”, afirmou Guardia.

O ministro disse que espera que o projeto de lei que permite a venda seja aprovado pela Câmara dos Deputados na próxima semana.

Para acelerar a venda, o governo precisa do congresso para aprovar o rastreamento rápido da conta.

Os funcionários da Eletrobras lançaram uma greve de 72 horas na segunda-feira para protestar contra a proposta de privatização.

A Associação dos Empregados da Eletrobras (AEE) exigiu a destituição do presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, que eles acreditam ser o principal proponente da privatização.

O principal tribunal de disputas trabalhistas do Brasil (TST) julgou legal a greve, mas exigiu que 75% dos funcionários da empresa permaneçam em seus postos para garantir que não haja interrupção nos serviços de energia.

A Eletrobras representa 32% da capacidade de geração de energia instalada no Brasil, principalmente por meio de usinas hidrelétricas, mas também usinas nucleares e termonucleares, parques solares e eólicos, distribuídas em seis estados do norte e nordeste, e processa 47% das linhas de transmissão de eletricidade do país.

O governo possui uma participação de 63% na empresa.

A medida de privatização foi interrompida no mês passado, depois que um tribunal pediu um atraso de 90 dias para um estudo de impacto sobre a proposta.

O Ministério das Finanças espera que o estado ganhe cerca de 12 bilhões de reais (3,2 bilhões de dólares) da venda.

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