Macaé

Retomada da Bacia de Campos mudará realidade de Macaé

Investimentos nos campos maduros, leilões de novas reservas e a ampliação das operações na camada do pré-sal, são os cenários que passam a ser vistos dentro do mercado do petróleo nacional, que ajudam a afastar, aos poucos, a fase de crise que ainda atinge a cadeia produtiva de óleo e gás.

Mas, mesmo com a mudança de perspectiva do setor offshore, baseado agora no otimismo criado por uma maior independência da Petrobras, criando mais competitividade para o mercado, o futuro do petróleo transformará a realidade de Macaé, um processo que precisa ser acompanhado de perto por todas as empresas que participam do dia a dia das atividades de óleo e gás.

Ao alcançar um patamar aceitável para a consolidação de investimentos, a atual cotação do barril do petróleo no mercado internacional chega aos US$ 50, longe dos mais de US$ 110 calculados em 2014, o ápice do progresso da indústria offshore global.

“Não vivemos o tempo do ouro, com a cotação em US$ 100. Mas superamos o preço abaixo dos US$ 30, registrado no ano passado, e que inviabilizava a maior parte dos projetos previstos pelas empresas”, analisa o consultor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Alfredo Renault.

Além dos fatores internacionais, a mudança de comportamento do mercado do petróleo nacional, promove impactos diretos na economia local, interferindo no que é conhecido como ‘Custo Macaé’. Mesmo com investimentos nos campos maduros, o reaquecimento das demandas de produtos e serviços para as empresas prestadoras de serviços e um futuro promissor quanto aos leilões programados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a base da economia da cidade precisará se adequar ao novo momento.

“Macaé precisa estar preparada para uma ruptura de valores e da cultura criada na cidade, sob a ótica do petróleo. As coisas não serão mais como antes. As empresas do mercado já estão se adaptando. A economia fixa do município precisa partir para a diversificação”, avalia o membro e ex-presidente da Comissão Municipal da Firjan, Evandro Esteves.
E essas análises ajudarão a Macaé recompor a sua posição dentro do mercado do petróleo nacional, cujas referências serão mantidas, graças a expertise adquirida pela Bacia de Campos.

“Não há outro lugar como Macaé, no mundo. O que nós tentamos hoje é movimentar essa rede de alta qualidade técnica que não existe em qualquer lugar do país. As operações do petróleo precisam partir das áreas limites às bacias. Por isso, Macaé será sempre a referência principal para a Bacia de Campos e para o petróleo nacional”, considerou o gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), Gilson Coelho. (Kaká Manhães)
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