Óleo e Gás

Rio Oil & Gas projeta onda de investimentos com o novo plano da Petrobras

Rio Oil & Gas 2016 encontra a indústria brasileira do petróleo em um momento difícil, porém com boas perspectivas. Marcada para 24 a 27 de outubro, no Centro de Exposições do Riocentro, no Rio de Janeiro-RJ, a exposição de produtos e serviços e a conferência setorial (e eventos paralelos) já estão consolidados no rol dos grandes encontros mundiais dessa atividade econômica, a ponto de ter contado com 1.100 expositores, 3.800 conferencistas, 47 mil visitantes e participação de 31 países na última edição, em 2014.

 

Nesse ambiente, a Petrobras vem se destacando com louvor há anos pelas suas conquistas na exploração offshore, em águas profundas, e pelos planos audaciosos – para não dizer pouco razoáveis – que apresentou em diversos fóruns. Sob administrações anteriores ruins e imprevidentes, a companhia perdeu valor de mercado e fôlego para executar a torrente de projetos, mormente por ter sido obrigada a praticar uma política “populista” de preços aviltados durante anos, comprometendo sua geração de caixa.Petróleo & Energia, Rio Oil & Gas projeta onda de investimentos com o novo plano da Petrobras

Felizmente, o pesadelo da administração federal incapaz foi afastado ao cabo do recente processo de impeachment da presidente da república, abrindo caminho para a posse de seu sucessor constitucional. Essa substituição provocou a troca de comando em todos os ministérios e também nas principais companhias sob controle estatal, entre as quais a Petrobras, agora sob a presidência do experiente executivo Pedro Parente – o ex-czar do plano contra o apagão elétrico de 2001.

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Parente e a nova diretoria da estatal comandaram a elaboração do Plano de Negócios 2017-2021, em bases realistas, com a meta de aumentar a eficiência operacional e os ganhos financeiros da companhia, mantendo uma curva de produção ascendente, porém sem os exageros anteriores. Exatamente por isso, por apresentar planos mais críveis, metas factíveis e responsabilidade fiscal, a troca de comando está sendo encarada como um ponto de mudança de rumos para a companhia, ou seja, para a atividade de óleo e gás natural no país.

Esse aspecto foi realçado pelo ministro de Minas e Energia do governo Michel Temer, Fernando Coelho Bezerra Filho. “O Brasil está exatamente no momento de virada para uma condição mais amigável para investimentos no país”, salientou. “Teremos boas notícias para anunciar daqui para frente, a partir da Rio Oil&Gas”. Ele, porém, admitiu que a época é difícil para o setor de óleo e gás em todo o mundo, exigindo reflexões profundas e debates, que serão travados durante o congresso. “Os preços internacionais do petróleo caíram e estão se mantendo baixos desde o aparecimento do shale gas americano, mas também é preciso considerar as pressões para a redução das emissões de carbono”, ponderou.

Hugo Repsold, diretor de recursos humanos da Petrobras, considera que a Rio Oil&Gas será realizada em momento especial, sendo a primeira reunião setorial a ser realizada após a divulgação do Plano de Negócios da estatal, em setembro. “Esse plano explicita as novas visões estratégicas da companhia pra curto, médio e longo prazo e esse encontro setorial nos permitirá conversar com os players da indústria sobre isso, explicando detalhes, tanto nas apresentações como no nosso estande”, afirmou. Ele aproveitou para ressaltar a importância da Rio Oil&Gas para o intercâmbio de conhecimentos e experiências no campo científico e tecnológico. “Os fornecedores do setor têm oportunidade ímpar para mostrar o que são capazes de produzir para atender às necessidades das companhias de petróleo e gás”, disse.

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