Celulose

Suzano papel e celulose fecha as operações em todo o Brasil

A produtora brasileira de celulose e papel Suzano fechou as operações em todo o Brasil no fim de semana em resposta a uma greve dos caminhoneiros sobre os preços do diesel, disse um porta-voz da empresa nesta terça-feira. 

Rafael Mastrocola, diretor de relações com investidores da Suzano, disse à S & P Global Platts que a empresa já reduziu a produção desde sexta-feira, e “a partir de agora paramos praticamente todos os nossos sites”. 

A empresa espera que a greve seja resolvida nos próximos dias, Mastrocola disse, como alguns caminhões foram vistos se movendo em São Paulo na terça-feira depois que o governo concordou no domingo em conformidade com os motoristas demanda por preços mais baixos do diesel. Cadeias de suprimentos precisariam de mais tempo para retomar as operações normais, acrescentou ele. 

“Ainda precisamos ter a cadeia de fornecimento em 100% antes de recomeçar as usinas”, disse Mastrocola. “Por causa dos bloqueios, não podemos receber 100% dos insumos que precisamos.”

O Brasil é o principal mercado para a soda cáustica para exportação dos EUA, um dos principais insumos para as indústrias de alumina e celulose e papel. Mastrocola disse não ter certeza se Suzano fornece soda cáustica dos EUA. Mas o Brasil recebeu 2,56 milhões de toneladas de soda cáustica dos EUA em 2017, um aumento de 13% em relação a 2016 e mais do que o dobro da Austrália, segundo maior mercado para as exportações dos EUA, segundo dados da Comissão de Comércio Internacional dos EUA. 

A produtora brasileira de petroquímicos Braskem disse na terça-feira que reduziu a produção por causa da greve, que impediu o movimento de matérias-primas para fábricas e produtos acabados para usuários finais e portos (veja matéria, 1726 GMT). Os motoristas entraram em greve para protestar contra o aumento dos preços do diesel depois que a estatal Petrobras emitiu preços mais altos, que rastrearam os preços internacionais mais altos do petróleo. 

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