Energia eólica

Ambev investe US $ 145 milhões em energia eólica para abastecer a Budweiser no Brasil

A Ambev assinou um acordo com um grupo de private equity para construir um parque eólico que fornecerá energia renovável a todas as suas fábricas de bebidas no nordeste do Brasil, bem como a suas cinco cervejarias Budweiser em todo o país.

De acordo com os termos do contrato, a Ambev deverá pagar cerca de 600 milhões de reais (US $ 145 milhões) por um período de 15 anos à Casaforte Investimentos, que por sua vez construirá um parque eólico de 1.600 hectares no estado da Bahia com capacidade superior a 80 megawatts.

“Este contrato de compra de energia reduzirá 20.000 toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano, o que equivale a remover 35.000 carros das ruas por ano”, disse à Reuters o vice-presidente de sustentabilidade e cadeia de suprimentos da Ambev, Rodrigo Figueiredo, à Reuters.

Todas as licenças de construção foram concedidas e o trabalho começa no início do próximo ano, com o parque eólico provavelmente entrando em operação no início de 2022, acrescentou. O complexo irá gerar cerca de 30% das necessidades de energia de suas cervejarias brasileiras.

A medida faz parte de um esforço global da controladora Anheuser Busch InBev para que todas as suas operações sejam executadas por fontes de energia renováveis ​​até 2025 e segue iniciativas anteriores de sustentabilidade.

No Brasil, a Ambev investiu cerca de 17,5 bilhões de reais nos últimos cinco anos, incluindo projetos para adotar práticas comerciais ainda mais ecológicas.

Em junho, a Ambev fechou um contrato de 140 milhões de reais com quatro parceiros para construir 31 usinas solares que abastecerão todos os 94 centros de distribuição da cervejaria no Brasil.

No ano passado, a maior cervejaria da América Latina anunciou planos para adicionar 1.600 caminhões elétricos Volkswagen à frota de seus operadores logísticos no Brasil até 2023.

Figueiredo disse que todas as usinas solares devem ser entregues no primeiro semestre de 2020. Além dos parques eólicos e solares, ele observou, a Ambev também está estudando outras fontes de energia renovável, como a biomassa.

“Desta vez, escolhemos um parque eólico porque é mais viável para alta tensão, mas estamos realizando estudos para outras regiões e a tecnologia dependerá das condições”, acrescentou o executivo.

O último anúncio da Ambev ocorre meses depois de a subsidiária brasileira da Heineken investir 40 milhões de reais em um parque eólico localizado no nordeste do Ceará.

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