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As águas brasileiras estão na mira da Svitzer, empresa dinamarquesa

As águas brasileiras estão na mira da Svitzer, empresa dinamarquesa.

As águas brasileiras estão na mira da Svitzer, que pertence à dinamarquesa Maersk e está ampliando suas atividades no Brasil. Depois de iniciar as operações de dois novos rebocadores no porto de Paranaguá em janeiro, a empresa segue com os planos de aumentar mais a frota ao longo de 2017, com a meta de chegar ao fim do ano com 10 embarcações de apoio de bandeira brasileira.

Para isso, a companhia, que já tem atuação nos portos de São Francisco do Sul e Itapoá, está construindo quatro novos rebocadores no estaleiro Inace, em Fortaleza, com a previsão de concluí-los no segundo semestre. O plano estratégico da Svitzer para a América Latina, traçado em 2015, envolve um volume de investimentos somados em R$ 200 milhões, com destaque maior para o mercado brasileiro, e o novo diretor da empresa no Brasil, Rutger Thulin, prevê um cenário de modesta recuperação no ano, com perspectivas de crescimento a partir do quarto trimestre.

Quais seus planos à frente da Svitzer no Brasil?

Vemos potencial de curto e de longo prazo em uma das maiores economias do mundo, oferecendo cobertura de serviços a áreas mal atendidas em todo o país. O nosso plano é continuar a oferecer novos serviços no Brasil.

Como a Svitzer avalia o cenário do setor de óleo e gás em 2017, no Brasil e no mundo?

Nosso plano é atender a todos os segmentos do mercado brasileiro, seja de óleo e gás ou de todos os tipos de terminais e portos. Com isso, embora não seja um bom momento para o setor, acreditamos que novas oportunidades poderão começar a fluir novamente.

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Quais os focos de atuação da empresa no mercado brasileiro atualmente?

Acreditamos que há espaço para fornecer no Brasil os serviços com a qualidade esperada em todo o mundo, garantindo aos nossos clientes a certeza de que seus navios saiam sempre em tempo hábil, com um serviço seguro e confiável com os melhores rebocadores no mercado.

Qual a participação do setor de óleo e gás no faturamento da empresa em 2016? Essa participação tem crescido?

Até agora, nosso foco era voltado, principalmente, para o desenvolvimento da frota e a expansão de nossa atuação geográfica. Havendo necessidade de novos aprimoramentos, a nossa frota offshore está disponível para oportunidades no setor de óleo e gás.

Quais os principais contratos atuais no Brasil?

Como política da empresa, não podemos compartilhar este tipo de informação. Mas, podemos dizer que continuamos a atender nosso portfólio de clientes locais e globais, incluindo as linhas de contêineres e granelereiros no setor agropecuário, óleo e gás e mineração.

Qual a estratégia de atuação da Svitzer para a área de óleo e gás daqui para frente?

Vamos procurar qualquer oportunidade que possa ser atendida através do uso de nossa frota de rebocadores, assim como oportunidades que possam ser atendidas pelo uso de nossas embarcações do tipo PSV.

Quais as perspectivas e expectativas em relação a 2017?

A Svitzer Brasil está em um período de transição e nós acreditamos que esse será um ano de recuperação modesta, com um ambiente potencialmente melhor para os negócios e perspectivas de crescimento para o quarto trimestre de 2017. Com o corte de juros do Banco Central, estamos projetando a recuperação da economia interna do país e o estímulo da demanda.

Por Petro Notícias

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