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Banco digital Inter assume bancos gigantes do Brasil

Banco digital Inter assume bancos gigantes do Brasil
O banco digital brasileiro Banco Inter está expandindo agressivamente por meio de inovação e novos produtos, desafiando uma forte concorrência no setor bancário altamente concentrado .  Essa estratégia já está gerando lucros para o banco e até atraindo players globais
No segundo trimestre, o Banco Inter registrou um lucro líquido de 32,9 milhões de reais (US $ 8,43 milhões), acima dos 17,3 milhões de reais do ano anterior. A carteira de crédito do banco aumentou 37,2%, para 3,96 bilhões de reais no segundo trimestre. No 2T encerrado com 2,54 milhões de contas digitais, de 741.467 no segundo trimestre de 2018. 
“O segundo trimestre marcou nosso maior lucro líquido na história. Queremos fazer uma revolução no setor bancário, com um melhor serviço para nossos clientes, e em termos de empréstimos que ofereçam taxas de juros abaixo dos [dos] grandes bancos ”, disse o CEO João Vitor Menin a analistas em uma teleconferência.
Operando 100% digitalmente, o Banco Inter  lança novos produtos para continuar crescendo. Essa tarefa não é fácil, pois o setor bancário brasileiro é altamente concentrado. Os cinco maiores players dominam quase 80% do segmento.  Outro desafio são os custos crescentes. As despesas administrativas do banco dobraram no segundo trimestre, para 70,2 milhões de reais, enquanto as despesas com funcionários aumentaram 42,2%. 
“Controlar o custo do banco será uma tarefa nos próximos trimestres, mas neste momento todos os investidores veem o Banco Inter na vanguarda, já que é o melhor exemplo de uma fintech brasileira que já gera lucros para os investidores”, Carlos Daltozo, chefe de análise de patrimônio na Eleven Financial Research, disse à BNamericas. 
ESTRATÉGIAS À FRENTE
O Banco Inter pretende lançar um serviço de cartões no final deste ano ou início de 2020, juntando-se à intensa concorrência no setor. 
“Nossa idéia é lançar um serviço de pagamento com cartão para pequenos varejistas, usando telefones celulares para reduzir os custos associados às máquinas de pagamento”, disse Menin. “Sem máquinas, apenas usando telefones celulares, poderemos oferecer um serviço com preços mais baixos para os clientes.” 
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