Energia

Bolsonaro aceita novo modelo de capitalização a ser implementado da Eletrobras

Bolsonaro aceita modelo de capitalização a ser implementado da Eletrobras

Durante reunião realizada na manhã da última quinta-feira(01) o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, concordou com o modelo de capitalização a ser implementado na Eletrobras, proposto pelos Ministérios da Economia e de Minas e Energia. Com a aceitação do presidente, após a concretização do novo modelo  a União deixará de ter o controle acionário da estatal, com ações em quantidade inferior a 50%, e a companhia será definitivamente privatizada. A expectativa é de que o processo seja concluído ainda este ano.

A partir de agora, serão feitos estudos para definir o modelo de venda de ações da companhia na bolsa de valores. Sendo assim, haverá uma venda de ações ordinárias (sem poder de voto) na bolsa e a União não fará parte do grupo de compradores. Na prática, a maior empresa de energia elétrica da América Latina se tornará uma empresa capitalizada, sem controle definido.

O ex-presidente Michel Temer tentou privatizar a Eletrobras durante o seu governo, no entanto, foi impedido pelo Congresso Nacional de até mesmo desestatizar as subsidiárias da empresa. Agora, dando continuidade às diretrizes da gestão anterior, o atual governo conclui o processo de privatização das distribuidoras de energia da estatal e dá introdução ao processo de capitalização da Eletrobras.

Apesar do sinal verde de Jair Bolsonaro, para ser concluído, o processo de desestatização da companhia depende ainda do aval do Congresso, tendo em vista que, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal determinada em junho deste ano, está proibida a privatização de estatais sem autorização do poder Legislativo.

A Eletrobras

A Eletrobras – Centrais Elétricas Brasileiras S.A. é uma sociedade de economia mista e de capital aberto sob controle acionário do Governo Federal brasileiro e atua como uma holding, dividida em geração, transmissão e distribuição, criada em 1962 para coordenar todas as empresas do setor elétrico.

A reestruturação do setor na década de 1990 reduziu as responsabilidades da empresa, com a criação da ANEEL, do ONS, da CCEE e da EPE. Seu atual presidente é o engenheiro Wilson Ferreira Júnior.

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