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Bolsonaro diz que China faz parte do futuro do Brasil

A China está cada vez mais parte do futuro do Brasil, disse o presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira, sinalizando uma abordagem mais pragmática ao maior parceiro comercial do país da América Latina.

Ao lado do presidente chinês Xi Jinping, na capital brasileira de Brasília, Bolsonaro disse esperar que os dois países não apenas aumentem, mas também “diversifiquem nossas relações comerciais”.

“A China está se tornando cada vez mais parte do futuro do Brasil”, disse Bolsonaro, depois que os dois homens assinaram acordos praticamente não vinculativos sobre transporte, serviços e investimentos, antes da cúpula dos países do BRICS.

Xi ecoou os sentimentos positivos, expressando esperanças nos dois países de “fortalecer o multilateralismo e construir uma economia mundial aberta”.

O encontro deles – o segundo em dois meses – foi um dos vários realizados à margem da reunião anual do BRICS, que se concentrará no crescimento econômico e na inovação.

O presidente russo Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa estão presentes no encontro de dois dias.

Bolsonaro – um admirador ardente do presidente dos EUA, Donald Trump, com quem compartilha um desprezo pelo multilateralismo e pela ideologia de esquerda – tem estado sob pressão dos poderosos setores de carne, agricultura e mineração do Brasil para permanecerem em bons termos com a China.

Ele ameaçou torpedear o relacionamento durante a campanha eleitoral do ano passado, quando acusou a China de “comprar o Brasil” e seu governo pró-negócios tenta reparar os danos desde então.

A cúpula do BRICS é a primeira vez que Bolsonaro, notoriamente desajeitado em eventos públicos, sediou um grande encontro internacional desde que assumiu o cargo em janeiro.

Poderia dar cobertura para ele falar com Xi sem parecer desleal a Trump, disse recentemente à AFP Luis Fernandes, do BRICS Policy Center, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro quebrou a tradição na cúpula deste ano, descartando a reunião do BRICS Plus que permite que os cinco membros se encontrem com os países vizinhos do anfitrião.

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