Biocombustíveis

Bolsonaro quer investigar possível ‘cartel’ em postos de gasolina

Bolsonaro quer investigar possível 'cartel' em postos de gasolina

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira (19) que a possível fixação de preços (suposto cartel) no setor de postos de gasolina precisa ser investigada, reabrindo um antigo debate no Brasil sobre os preços da bomba.

Bolsonaro disse em sua live no Facebook que os preços do gás nas refinarias estão abaixo do que estavam no meio do ano passado, mesmo depois que a empresa petrolífera estatal, a Petrobras, subiu os preços do gás e diesel nesta semana em resposta a um ataque no sábado às instalações de petróleo na Arábia Saudita Arábia.

“Os consumidores estão pagando mais do que deveriam”, disse Bolsonaro.

“Agora, um detalhe: o preço da refinaria hoje é menor do que, se não me engano, julho do ano passado, apesar desse aumento de 3%”, disse Bolsonaro. “Sabemos que no final, na bomba, os preços não seguem.”

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, entraria em contato com o regulador brasileiro de petróleo, a ANP, “para ver o que está acontecendo – um cartel, ou o que quer que seja”, disse Bolsonaro.

As autoridades brasileiras de outros governos reclamaram da possível fixação de preços pelos postos de gasolina. A polícia do Paraná, no sul do país, abriu uma investigação de fixação de preços no ano passado contra as três maiores redes de postos de gasolina: Raizen, Ipiranga e Petrobras Distribuidora SA, com a marca BR Distribuidora. As empresas negaram irregularidades na época.

A Ipiranga é uma unidade da Ultrapar Participações SA do Brasil e a Raizen é uma joint venture entre a Cosan SA e a Royal Dutch Shell PLC. A Petrobras Distribuidora, anteriormente uma unidade da Petroleo Brasileiro, mais conhecida como Petrobras, foi privatizada por meio de uma oferta de ações em julho.

A indústria de postos de gasolina no Brasil geralmente culpa os altos preços por uma alta carga tributária e diz que a estrutura da indústria, com 40.000 postos de gasolina em todo o Brasil, tornaria impraticável a fixação generalizada de preços.

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