Óleo e Gás

BP e Bunge anunciam conclusão de acordo de etanol e açúcar no Brasil

BP e Bunge anunciam conclusão de acordo de etanol e açúcar no Brasil

A principal companhia britânica de petróleo BP Plc e a americana Bunge Ltd anunciaram nesta segunda-feira a conclusão de um acordo para combinar suas operações de açúcar e etanol no Brasil, criando o segundo maior processador de cana do mundo.

A joint venture 50-50 BP Bunge Bioenergia, que administrará 11 plantas em cinco estados brasileiros com capacidade total para esmagar 32 milhões de toneladas de cana por ano, ficará apenas atrás da Raízen, joint venture entre a Royal Dutch Shell Plc e a energia brasileira grupo Cosan SA.

Quando o acordo foi anunciado em julho, o grupo combinado ainda mantinha uma terceira posição entre os maiores processadores do mundo, mas desde então a Biosev, unidade de açúcar e etanol controlada pelo operador de commodities Louis Dreyfus, reduziu sua moagem ao vender duas usinas em Nordeste do Brasil.

A conclusão do negócio significa que a BP e a Bunge obtiveram todas as aprovações regulatórias necessárias. Permite que as duas empresas reúnam funcionários e planejem em conjunto a próxima safra brasileira de cana-de-açúcar que começa em abril.

O Brasil está finalizando o processamento para a atual temporada, com a maioria das usinas já encerrando suas operações de britagem de cana.A Bunge receberá recursos em dinheiro de US $ 775 milhões no negócio, dos quais US $ 700 milhões são dívidas da Bunge que serão assumidas pela JV.A Bunge disse que a dívida sem recurso foi organizada por um sindicato de bancos liderado pela Sumitomo Mitsui Banking Corporation, pelo ABN Amro Bank NV e pelo ING Bank NV. O Itaú BBA do Brasil atuou como consultor financeiro da Bunge, e Lefosse Advogados atuou como consultor jurídico.

A nova joint venture tem um foco claro no etanol, já que a demanda pelo biocombustível no Brasil cresceu nos últimos dois anos e um novo programa federal para aumentar o uso de biocombustíveis começa no próximo ano.”Os biocombustíveis são um componente cada vez mais importante de um sistema de energia de baixo carbono”, disse Mario Lindenhayn, chefe de biocombustíveis da BP, que se tornará presidente executivo do empreendimento.

O Geovane Consul, ex-chefe da Bunge Açúcar e Bioenergia, será o CEO da BP Bunge Bioenergia. “Estamos nos posicionando para apoiar a crescente demanda brasileira de bioenergia de baixo carbono”, afirmou.

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