Energia

Brasil e Paraguai debatem acordo de energia controverso

O Brasil e o Paraguai cancelaram formalmente na quinta-feira um polêmico acordo sobre energia – assinado em maio, mas revelado apenas na semana passada, após ameaçar subverter o governo do presidente paraguaio, Mario Abdo.

O negócio está relacionado à barragem de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo, que fica na fronteira entre os dois países.

Os dois países são parceiros da usina, que fornece energia para ambos os países, mas o Paraguai é totalmente dependente de sua participação.

O acordo, para estabelecer um cronograma para a compra de energia da usina até 2022 – enfrentou severas críticas no Paraguai, onde alguns especialistas afirmaram que custaria US $ 200 milhões a um dos países mais pobres da América do Sul.

O ministro das Relações Exteriores, Luis Castiglioni, e três outros funcionários renunciaram na semana passada à controvérsia, e quando legisladores da oposição anunciaram que iriam iniciar um processo de impeachment contra Abdo, o Paraguai disse ao Brasil que o acordo estava morto na água.

Os dois países retomarão as “negociações sobre a contratação de energia elétrica da represa de Itaipu”, disse um comunicado oficial.

O cancelamento do acordo significa que o movimento da oposição para derrubar Abdo provavelmente perderá força.

Em mensagem pública, Abdo agradeceu aos que o apoiaram, incluindo o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um aliado de extrema-direita, acrescentando que “a democracia triunfou”.

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