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Brasil pode se beneficiar de ataques de petróleo, diz Mobius

Brasil pode se beneficiar com ataque de petróleo.

O Brasil pode se beneficiar dos ataques do final de semana às instalações de produção de petróleo da Arábia Saudita, de acordo com o veterano investidor nos mercados emergentes Mark Mobius.

Os ataques de drones às instalações sauditas eliminaram 5,7 milhões de barris de sua produção diária de petróleo, mais de 5% da oferta mundial e 50% da produção de petróleo do reino. Os preços saltaram para máximos históricos logo após os ataques. Porém, eles reduziram esses ganhos depois que o governo dos EUA autorizou a liberação de sua reserva estratégica de petróleo, a fim de garantir que o mercado retivesse o suprimento.

Mobius disse na segunda-feira à “Street Signs Europe” da CNBC que um desenvolvimento interessante do mercado foi a falta de reação negativa dos mercados emergentes às notícias.

“Acho que as pessoas estão começando a pensar bem, talvez devêssemos procurar no Brasil, por exemplo, seu suprimento de petróleo, no México, ou em outros países em termos de onde o petróleo pode vir”, disse Mobius.

“Se você olhar para as reservas que o Brasil tem, verá que elas podem produzir bastante petróleo”.

Segundo a gigante consultora McKinsey, o Brasil tem potencial para um aumento de 70% na produção de petróleo até 2035, desde que possa criar o clima certo para investimentos, e Mobius sugeriu que o país estava “realmente avançando na reforma”.

A produção brasileira de petróleo atingiu 2,77 milhões de  barris por dia (bpd) em julho, segundo dados da agência reguladora ANP no início deste mês. Já a produção saudita em agosto chegou a 9,77 milhões de barris por dia, de acordo com a mais recente pesquisa da S&P Global Platts.

Fora do Brasil, Mobius disse que a Turquia, a Indonésia e a Coréia do Sul têm “algumas empresas muito boas” oferecendo oportunidades de investimento, enquanto os mercados fronteiriços no Vietnã e na Tailândia parecem atraentes.

A Mobius Capital Partners também está analisando os países que considera colocados para se beneficiar da guerra comercial EUA-China.

“Por causa da guerra comercial, não queríamos colocar muito na China, embora a China ainda seja grande no portfólio, e queríamos aumentar mais na Índia e em outras partes do mundo”, disse ele.

“Há muita manufatura que está sendo transferida para alguns desses outros países emergentes, como o Vietnã, como o Camboja, Bangladesh – grande parte da manufatura da China está sendo transferida para esses países”.

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