Energia

Brasil quer estabelecer primeiras regras de redução de vento

Brasil quer estabelecer primeiras regras de redução de vento

A agência reguladora de energia do Brasil, a Aneel, realizará uma consulta de dois meses sobre as regras que regem o corte de usinas eólicas, um problema crescente à medida que o setor ultrapassa 15GW e atende a 10% da demanda nacional.

A Aneel quer elaborar novos regulamentos sobre como gerenciar e compensar a perda de receita quando o operador ONS interrompe as usinas eólicas do fornecimento de energia à rede de 145.000 km do Brasil por razões de gerenciamento de rede.

Problemas com o corte levaram várias empresas de energia eólica a solicitarem uma indenização da Aneel, que tem que lidar com os problemas caso a caso, porque não existem regulamentos estabelecidos.

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A energia eólica no Brasil cresceu em importância como fonte de energia no Brasil, suprindo cerca de 10% da demanda nacional e mais de 50% das necessidades de suprimento na região nordeste, onde estão localizados 90% da capacidade energética do país.

Nos próximos 10 anos, espera-se que o país atinja mais de 23 GW de energia eólica total, ou cerca de 14% da capacidade instalada nacional projetada.

Isso significa que o ONS terá que gerenciar cada vez mais usinas eólicas – que já somam mais de 500 em todo o país – equilibrando sua fonte de energia com grandes usinas hidrelétricas e térmicas, que representam 60% e 20% da fonte de energia brasileira, respectivamente.

A Aneel quer saber como medir a quantidade de energia não vendida para a rede. A consulta pública decidirá, entre outras coisas, se isso será explicado pelo uso de medições de vento em nacelas de turbinas ou por modelagem.

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