Mercado

Brasil reduz crescimento econômico para 2019

 O governo brasileiro reduziu sua previsão de crescimento econômico para este ano de 1,6% para 0,8%, afirmou o Ministério da Economia na sexta-feira, culpando a continuidade da fraqueza no segundo trimestre após a contração da economia no primeiro.

Uma perspectiva global desafiadora no primeiro semestre do ano pesou sobre as entradas de investimentos e investimentos, levando os projetos de investimento a serem postergados, enquanto a incerteza em torno da reforma previdenciária também colocou projetos de investimento no gelo e desacelerou o crescimento, disse o ministério.

A revisão acentuada para baixo traz a perspectiva do governo alinhada com a do consenso do banco central e do setor privado. O governo também reduziu sua previsão de crescimento em 2020 para 2,2%, de 2,6%.

“Os indicadores mensais disponíveis do segundo trimestre de 2019 sugerem que a recuperação continua lenta”, disse o Ministério da Economia em seu relatório Panorama macroeconômico para julho. “A confiança das empresas e dos consumidores caiu desde o início do ano devido à lenta recuperação”, afirmou.

Para o brasileiro médio, no entanto, a economia pode se sentir ainda mais difícil do que os números principais sugerem. De acordo com as previsões atualizadas do governo, o crescimento do produto interno bruto per capita este ano será zero.

As novas previsões não “completamente” levam em conta a aprovação do projeto de lei de reforma previdenciária do governo, que deu um enorme passo nesta semana depois que a câmara baixa do Congresso votou a favor do texto básico do projeto.

Falando em uma coletiva de imprensa em Brasília na sexta-feira, o secretário especial do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que a reforma previdenciária poderia acrescentar 0,5 ponto percentual ao crescimento anual do PIB durante um período de vários anos.

A revisão do sistema de previdência social visa reforçar as finanças do país, economizar ao Brasil cerca de 1 trilhão de reais (US $ 267 bilhões) na próxima década, impulsionar o investimento e estimular o crescimento.

O governo também reduziu sua projeção de inflação de 2019 para 3,8% de 4,1%, novamente em linha com as expectativas do mercado.

($ 1 = 3.74 reais)

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