De acordo com um relatório da Associated Press, o governo planeja continuar com o leilão, apesar das advertências do principal órgão ambiental do Brasil.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente IBAMA desaconselhou a exploração nos sete campos de 42 recursos offshore que foram originalmente oferecidos para leilão em março de 2019, afirmando que os campos de petróleo offshore estão situados em “áreas altamente sensíveis” e podem levar a derramamentos de óleo.

Acrescentou que qualquer derrame irá prejudicar a vida marinha através das ilhas de Abrolhos, espalhadas por uma área de 913 km². Quatro das cinco ilhas abrigam um parque nacional marinho com raras formações de corais e rica fauna.

Analistas do IBAMA destacaram que um derramamento pode atingir a costa e se espalhar pela cadeia insular em dois dias, deixando pouco tempo para as autoridades protegerem a vida marinha.

“Acrescente a isso o fato de que o impacto de um derramamento de grandes proporções sobre manguezais e corais é, em geral, irreversível, prejudicando a economia e a saúde locais”, disse o documento, segundo a AP.

No entanto, o novo chefe do instituto Eduardo Bim rejeitou o relatório sem fornecer detalhes adicionais.

A medida surge no momento em que o governo pretende acelerar a privatização de vários setores, incluindo a exploração offshore para melhorar o crescimento econômico.

Segundo a US Energy Information Administration, o Brasil é o nono maior produtor de petróleo do mundo. Em 2016, o Brasil produziu cerca de 3,24 milhões de barris por dia de petróleo e outros derivados.