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Braskem dispara 7% após Odebrecht contratar banco para venda de fatia

Na parte inicial da tarde desta sexta-feira as ações da Braskem (BRKM5) operam com forte valorização puxada pela notícia de que a Odebrecht estaria contratando a Lazard para retomar o processo para a venda de sua participação na companhia. As informações foram publicadas.

Sendo assim, por volta das 13h47, as ações da Braskem operavam com forte alta de 7,2% a R$ 32,97, passando a liderar as altas do Ibovespa.

De acordo com a publicação, a Odebrecht já estaria em conversações com o banco de investimentos, sendo que foi o Lazard que esteve ao lado da construtora na ocasião das negociações com a LyondellBasell, mas que fracassaram no começo de junho deste ano.

A contratação do banco de investimentos mostra que a Odebrecht está disposta a vender sua fatia na Braskem. No entanto, o processo ainda deve demorar meses.

O site explica que para que o negócio seja efetivado, é necessário que antes a petroquímica cumpra uma lista de pendências, dando segurança para um eventual investidor.

Segundo o Brazil Jorunal, a Lazard irá atuar para gerar interesse pela Braskem, indo além da Lyondell. Assim, o banco deve procurar petroquímicas como NovaChem e Borealis, e também iniciar conversas com outros investidores que manifestaram interesse.

O ponto visto como de maior problema é o passivo que a operação de salgema em Alagoas gerou, afundando alguns bairros em Maceió. A questão, explica a publicação, é que não é possível determinar o tamanho das indenizações que a Braskem teria de pagar. O Ministério Público de Alagoas já chegou a pedir R$ 20 bilhões em indenizações.

Para quantificar o tamanho desses passivo, a companhia contratou estudos, que mostram que, inicialmente, os valores seriam bem inferiores aos pedidos pelo MP, com a solução podendo passar pela celebração de TAC, ou ainda criar um ‘escrow account’, isolando o comprador da responsabilidade pelo passivo.

Formulário 20F

A versão dos Estados Unidos do relatório anual da companhia é outra questão que precisa ser solucionada. O site lembra que o auditor contratado pela Braskem se recusou a assinar o documento, o que fez com que os relatórios referentes a 2017 e 2018 não fossem entregues. Isso fez com que a Bolsa de Nova York suspendesse a negociação da ação da empresa.

Acordo com a Petrobras 

O terceiro item a ser resolvido é a necessidade de um acordo entre as sócias da companha Odebrecht e Petrobras (PETR4). A vontade da estatal é pela unificação das classes de ações para organizar uma venda pulverizada de sua participação na bolsa, o que a Odebrecht é contra.

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