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Camboriú anuncia hidrovia para operação logística de porto de cruzeiros, irá gerar mais de 300 empregos

O prefeito de Camboriú, Elcio Kuhnen (MDB), anunciou oficialmente nesta quarta-feira (23) o entendimento da prefeitura com a empresa PDBS, responsável pelo projeto do porto de transatlânticos de Balneário Camboriú, para receber a operação logística do terminal. A ideia é viabilizar uma hidrovia ao longo do Rio Camboriú, para atender aos navios por meio de barcaças.

A prefeitura aposta alto no projeto, visto como uma possível nova matriz econômica para a cidade. A expectativa é que o ISS, que é o imposto sobre serviços, dobre com a operação do porto. O valor, hoje, é mínimo: cerca de R$ 8 milhões.

A expectativa é gerar mais de 300 empregos com o início das obras, podendo chegar a 6 mil vagas de trabalho, diretas e indiretas, quando o empreendimento estiver em operação.

– Com isto, em uma cidade que hoje tem déficit de receita, vamos conseguir trazer mais fácil o progresso e o desenvolvimento econômico tão esperado.

A hidrovia já é um projeto antigo da prefeitura, que abriu em 2017 edital para apresentação de projetos. A proposta do BC Port foi doada ao município e tramita na Marinha do Brasil. Os estudos de batimetria – que indicam profundidade e obstáculos no leito do rio – foram entregues, e a Capitania dos Portos determinou a implosão de duas rochas que estão no caminho.

A hidrovia está em fase de licenciamento ambiental. Depois que as obras de abertura estiverem concluídas, o projeto entra na fase de sinalização, para que o rio se torne navegável com segurança. A expectativa e que esse processo leve em torno de 12 meses.

O objetivo da PDBS é usar o Rio Camboriú para apoio logístico, levando insumos, como alimentos, e também os trabalhadores dos navios. Mas a ideia é que, no futuro, outros projetos sejam viabilizados pela hidrovia – inclusive o transporte público de passageiros.

A empresa buscou o apoio de Camboriú porque encontra resistência em Balneário Camboriú. A prefeitura alega que o empreendimento é inviável devido ao impacto que a movimentação do porto trará à Barra Sul – o projeto é diferente do Atracadouro Barra Sul, que já funciona em Balneário, e que recebe passageiros de navios que ficam fundeados em alto-mar. No caso do BC Port, os navios atracam no cais.

O projeto recebeu no mês passado autorização do Ministério da Infraestrutura. A concessão prevê 25 anos de operação, prorrogáveis por mais 25 anos.

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