Energia

Cientistas buscam reduzir pegadas de carbono em hidrelétricas

Cientistas buscam reduzir pegadas de carbono em hidrelétricas

As barragens hidrelétricas podem fornecer grandes quantidades de energia com pegadas de carbono tão baixas quanto fontes como solar e eólica. Porém, devido à forma como são formadas, algumas barragens emitem níveis perigosamente altos de gases de efeito estufa, ameaçando os objetivos de sustentabilidade.

Com centenas de barragens hidrelétricas atualmente propostas para a bacia amazônica – uma área ecologicamente sensível que cobre mais de um terço da América do Sul – prever com antecedência suas emissões de efeito estufa pode ser crucial para a região e o planeta.

A equipe de ecologistas, cientistas da computação e pesquisadores de organizações sul-americanas da Universidade Cornell descobriu que alcançar hidrelétricas de baixo carbono requer um planejamento que considere toda a bacia amazônica – e favorece barragens em altitudes mais elevadas.

“Se você desenvolver essas barragens, uma de cada vez, sem planejar estrategicamente – como é normalmente desenvolvido -, há uma chance muito pequena de encontrar uma solução ideal”, disse Rafael Almeida, pesquisador de pós-doutorado. com o Atkinson Center for a Sustainable Center e co-líder de “Redução de emissões de gases de efeito estufa da hidrelétrica da Amazônia com planejamento estratégico de barragens”, publicado em 19 de setembro na Nature Communications .

Usando o modelo, os pesquisadores podem identificar a combinação de barragens que produziriam as menores quantidades de gases de efeito estufa para um determinado objetivo de produção de energia.

Quando as áreas são inundadas para construir barragens, a matéria vegetal em decomposição produz metano, um gás de efeito estufa mais destrutivo que o dióxido de carbono. Dependendo da localização e de outros fatores, as emissões de carbono da construção da barragem podem variar do menor para o maior em mais de duas ordens de magnitude.

A análise constatou que as barragens construídas em altas altitudes tendem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa por unidade de produção de energia do que as barragens nas planícies – em parte porque menos terra precisa ser inundada em ambientes mais íngremes.

Atualmente, existem cerca de 150 barragens hidrelétricas e outras 350 propostas para a bacia amazônica, que abrange partes do Brasil, Equador, Peru e Bolívia. Este estudo é parte de um esforço maior para usar ferramentas computacionais para analisar o impacto das barragens para ajudar governos e organizações sul-americanos a tomar decisões informadas que equilibram os benefícios e as desvantagens.

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