Offshore

Confira os tipos de plataforma de petróleo offshore

A primeira perfuração offshore foi limitada aos depósitos de petróleo costeiros. Mas hoje as empresas de petróleo hoje podem escolher entre uma variedade de métodos elaborados, podendo perfurar quase em qualquer lugar e em quase qualquer profundidade.

No entanto, tais maravilhas de engenharia também podem trazer riscos, conforme foi visto pela explosão de Deepwater Horizon em 2010, no Golfo do México. Qualquer coisa, desde o erro humano ou mecânico até a corrosão, bolhas de metano ou terremotos podem acabar em um desastre desenfreado ao perfurar o petróleo no exterior.

Mas as reservas de petróleo são localizadas em sua maioria na plataforma continental externa da América do Norte e os Estados Unidos, que lideram o ranking mundial no consumo de petróleo, em 19,5 milhões de barris por dia. As empresas petrolíferas e defensores da perfuração offshore argumentam que a extração de petróleo do oceano é economicamente vital e ambientalmente segura.

A tecnologia de perfuração de petróleo está melhorando constantemente e algumas combinam elementos de diferentes modelos para alcançar habilidades especificas, mas em geral, os principais tipos de plataformas de petróleo offshore incluem o seguinte:

Plataforma fixa tipo jaqueta: ancorada diretamente no fundo do mar, as plataformas fixas consistem em uma estrutura de aço, conhecida como “jaqueta” que se eleva do oceano para suportar um deck de superfície. A jaqueta fornece a base robusta da plataforma e mantem todo o resto fora da água, enquanto os módulos de perfuração e os compartimentos da tripulação estão localizados no deck de superfície. As plataformas fixas oferecem estabilidade, mas sem mobilidade, e hoje são usadas principalmente para aproveitar os depósitos de petróleo moderadamente profundos e de longo prazo. Elas podem perfurar cerca de 1.500 pés abaixo da superfície, mas são caras para serem construídas, então, geralmente requerem uma grande descoberta de petróleo para justificar a construção.

Plataforma auto elevatória (jack-up): Para depósitos de petróleo offshore menores e menos profundos que não dependam de uma plataforma permanente, ou para perfuração de poços exploratórios, as companhias de petróleo podem usar o que é chamado de “plataforma auto elevatória”. A plataforma flutuante é rebocada para a posição por barcaças, depois suas pernas de suporte são levadas até o fundo do mar, elevando a plataforma acima da superfície da água. A plataforma pode então ser ajustada a diferentes alturas, ao longo de suas pernas, essencialmente usando o mesmo princípio empregado por um elevador de pneu (daí o nome). As plataformas auto elevatórias eram tradicionalmente usadas em águas rasas, porque não era prático baixar as pernas a grandes profundidades, mas, modelos mais recentes, como as plataformas da classe Tarzan, estão esticando esses limites. Elas também são

consideradas mais seguras do que alguns outros tipos de plataformas móveis, tais como barcaças de perfuração, uma vez que suas instalações de superfície são elevadas da água e menos suscetíveis às ondas e ao clima.

Torre: as plataformas de torre são semelhantes às plataformas fixas, uma vez que ambas estão ancoradas no fundo do mar e possuem a maior parte do equipamento acima da superfície. Mas as torres são mais altas e mais estreitas, e, ao contrário das plataformas fixas, elas balançam com o vento e a água quase como se estivessem flutuando. Isso é possível porque suas “jaquetas” são divididas em duas ou mais seções, com a parte inferior servindo de base para o revestimento superior e as instalações de superfície. Isso permite que as torres operem em profundidades maiores que as plataformas, potencialmente até 3.000 pés abaixo da superfície.

Sistema de produção flutuante: À medida que as empresas de petróleo se expandem para águas cada vez mais profundas, elas tiveram que adotar métodos menos tradicionais para levar o petróleo até a superfície. Isso geralmente significa que as plataformas de águas profundas são flutuantes e semissubmersíveis, flutuando parcialmente acima da superfície enquanto bombeiam o óleo dos poços profundos. Algumas usam fios e cordas para se conectarem com uma âncora estabilizadora, enquanto outras – incluindo o Deepwater Horizon – estão “posicionadas dinamicamente”, usando propulsores coordenados por computador para mantê-los no lugar. Esses sistemas de produção flutuantes são utilizados em profundidades de 600 a 6.000 pés e estão entre os tipos mais comuns de plataformas offshore encontradas no Golfo do México. Uma vez que os seus cabeçotes estão localizados no fundo do mar, em vez de uma plataforma de superfície, como em plataformas de plataforma fixa, é necessário ter cuidado especial para evitar vazamentos. Uma máquina em poços de águas profundas, conhecida como “preventor de explosão”, supostamente impede que o óleo escape, mas o preventor de explosão da Deepwater Horizon falhou depois que o equipamento afundou.

Plataforma de pernas tensionadas: Outra plataforma que pode perfurar além de uma milha de profundidade é a plataforma de pernas tensionadas, que consiste em uma estrutura de superfície flutuante mantida no lugar por pernas tensionadas verticais conectados ao fundo do mar utilizada para perfurar depósitos menores em áreas mais estreitas, uma empresa de petróleo pode, em vez disso, usar uma versão em miniatura conhecida como “Seastar”, que permite uma produção relativamente baixa de pequenas reservas de petróleo em águas profundas que, de outra forma, não seria economicamente viáveis para serem perfuradas. As plataformas Seastar podem perfurar profundidades de 600 a 3.500 pés, e às vezes são usadas como plataformas satélite ou de produção inicial para grandes descobertas em águas profundas.

Sistema submarino: Sistemas de produção flutuante, navios de perfuração e até mesmo plataformas de plataforma pré-existentes que utilizam bocas de poço submarinas para extrair o petróleo diretamente no fundo do mar, fazendo a sifonagem do petróleo o através de risers ou tubos para a superfície. Um sistema

de perfuração submarino inclui um módulo de produção de águas profundas que repousa sobre o fundo do mar, bem como linhas de transporte que levam as o petróleo para a instalações da superfície. Essas instalações podem estar a bordo de uma plataforma próxima, um navio flutuante, um centro de produção centralizado ou mesmo um campo onshore distante, o que torna as plataformas de petróleo submarinas versáteis e ágeis, oferecendo às companhias de petróleo várias opções para explorarem depósitos, que de outra forma seriam difíceis de serem alcançados. Mas, como o desastre da Deepwater Horizon mostrou, a inacessibilidade de poços de petróleo tão profundos também dificulta o conserto de vazamentos.

Plataforma Spar: O nome se refere ao alto e vertical “spar” (ou mastro) de um velejador. As plataformas Spar usam um único cilindro de diâmetro largo para suportar um deck de superfície acima do mar. Uma plataforma típica Spar no Golfo do México tem um cilindro de 130 pés de largura e cerca de 90% de sua estrutura geral está escondida debaixo d’água. Os cilindros Spar estão disponíveis em profundidades de até 3.000 pés, mas a tecnologia existente pode estender isso para cerca de 10.000 pés, tornando-os um dos tipos mais profundos de perfuração offshore em uso.

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