Dólar

Dólar opera em baixa após leilão do BC no mercado à vista

No exterior, os mercados seguem mais desafiadores para ativos de risco após o presidente americano, Donald Trump, promulgar uma lei que dá apoio aos manifestantes em Hong Kong. O ato irritou o governo em Pequim, que convocou o embaixador nos Estados Unidos. A interferência dos EUA na questão é um dos entraves para a conclusão da fase 1 do acordo comercial.

No ambiente doméstico brasileiro, no entanto, o mercado segue mais tranquilo após a forte volatilidade dos últimos dias. Com os quatro leilões realizados desde terça-feira, o BC “demonstrou que está preocupado com o nível e a dinâmica do câmbio”, diz Roberto Campos, sócio e gestor da Absolute Investimentos. “Até agora conseguiu equilibrar o jogo, mas também não veio com um volume muito grande para tentar segurá-lo.

Ele avalia que o risco dessa estratégia, caso prolongada, é de ameaçar o corte de 0,50 ponto porcentual da Selic programada para dezembro. “Se o BC precisar continuar intervindo, pode não conseguir reduzindo os juros.”

Na quarta-feira, mesmo com a terceira intervenção do BC em dois dias, o dólar comercial fechou cotado a R$ 4,2584, em alta de 0,45%.
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