Economia

Dólar volta a cair com sinais de fluxo positivo e estreia da XP na Nasdaq

O dólar volta a cair no mercado doméstico na manhã desta quarta-feira, 11, após ter subido na véspera, quando interrompeu seis sessões de perdas acumuladas em 2,63%. O ajuste de baixa é retomado ante o real em meio a sinais de fluxo positivo na esteira do otimismo com o mega IPO da XP Investimentos, que estreia suas ações na Nasdaq nesta quarta, e sob influência ainda do dólar fraco ante outras divisas emergentes ligadas a commodities, como dólar australiano, peso chileno e peso mexicano.

Às 9h47 desta quarta, o dólar à vista caía 0,70%, a R$ 4,1192. O dólar futuro de janeiro de 2020 recuava 0,71% no mesmo horário, a R$ 4,1205. Ainda assim, o investidor mantém alguma cautela em meio a dúvidas sobre um acordo preliminar entre Estados Unidos e China antes de domingo, enquanto espera as decisões de juros do Fed e Copom, ambas à tarde.

Mais cedo, a FGV informou uma aceleração do IGP-M na primeira prévia de dezembro, que ficou em 1,83%, ante 0,08% da primeira leitura de novembro, mas o resultado não trouxe pressão ao dólar.

Divulgadas pelo IBGE, as vendas no varejo restrito, que subiram 0,1% em outubro ante setembro, com ajuste, também foram monitoradas, mas sem impacto aparente na formação de preço do dólar. As vendas no varejo ficaram na mediana das estimativas do Projeções Broadcast (+0,1%) e dentro do intervalo (-0,60% a +1,30%). Na comparação com outubro de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,2% em outubro de 2019. Nesse confronto, as projeções iam de uma elevação de 2,10% a 5,60%, com mediana de 3,80%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,6% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 1,8%.

No caso do varejo ampliado, que inclui material de construção e veículos, subiu 0,8% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio exatamente no teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 0,20% a alta de 0,80%, com mediana positiva de 0,20%. (Estadão)

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