Petróleo

Empresa austríaca cria método que transforma plástico em petróleo

O plástico, derivado do petróleo, está a invadir o mundo poluindo os solos e contaminando os mares. Há vários projetos a decorrer para travar a contaminação do planeta por parte deste que parece ser o poluente que “silenciosamente” está a sufocar a Terra.

Numa tentativa que se torna reversa, a companhia petrolífera austríaca OMV apresentou na passada quinta-feira, um inovador procedimento que permite a produção de petróleo a partir de resíduos de plástico (material fabricado a partir desse recurso natural).

ReOil ou o processo reverso da criação do plástico

Chama-se ReOil a inovadora tecnologia que, desde fevereiro deste ano, está em uso numa unidade de grande refinaria da OMV em Schwechat, perto do aeroporto internacional de Viena.

O processo termoquímico, utilizado nesta “recuperação do plástico, gera cerca de 100 litros de petróleo por hora a partir de 100 quilogramas de resíduos plásticos.”

Neste processo, os resíduos de garrafas de plástico triturados são aquecidos a mais de 300 graus com a adição de um solvente químico. Assim, o plástico, constituído por compostos de hidrocarbonetos de cadeia longa (com 1, 2 e 4 átomos de carbono), transforma-se em compostos de petróleo de cadeia curta (5 ou mais átomos de carbono).

No final do processo, foram criados dois produtos principais: um é o petróleo, e o outro, gás explorável.

Referiu a empresa, lembrando que, a partir destas matérias-primas, é possível produzir “gasolina, diesel ou plástico”.

Um administrador da refinaria, Manfred Leitner, acrescentou que “esta tecnologia permite reutilizar um barril de petróleo várias vezes, queimar menos plásticos residuais e reduzir a produção de gases do efeito estufa”.

Milhões para encontrar o processo inversos de produção de plástico

Este processo, que se acredita ser  importante já hoje e financeiramente viável num futuro próximo, teve já, por parte da OMV, um investimento de cerca de 10 milhões de euros, enquanto a Agência de Promoção da Pesquisa da Áustria (FFG) assumiu mais de 10% dos custos.

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