Naval

Empresa Industrial quer aumentar participação na indústria naval

A empresa vai investir no mercado offshore fazendo frente à concorrentes da China, Índia e Coreia do Sul. Em 2016, a Veber Industrial, empresa especializada em usinagem, soldas de equipamentos e reparos navais, aposta no mercado offshore para continuar sua expansão.

Atualmente, 70% do faturamento da companhia é proveniente da indústria naval, mas, de acordo com o diretor comercial da empresa, Silvano da Silva, a Veber ainda tem muito a crescer no mercado marítimo em geral. A empresa está lançando uma linha que envolve portas estanque, portas semi-estanque, escotilhas e portas de visita. Esses produtos hoje, na sua grande maioria, são importados de países como China, Índia e Coreia do Sul.

A proposta da companhia é se apresentar uma opção nacional de qualidade e que atenda as exigências das principais entidades classificatórias da indústria. “A Veber ainda é uma empresa muito modesta neste segmento, nossa estratégia é buscar o aperfeiçoamento na produção de acessórios classificados para embarcações offshore para nos tornar competitivos frente aos fabricantes internacionais que hoje participam do mercado nacional”, afirma. O executivo reforça ainda que uma das etapas mais importantes para alcançar esse objetivo é investir em parcerias. “Antigamente os grandes estaleiros fabricavam praticamente tudo em uma embarcação, hoje eles concentram seus esforços em edificações de estruturas maiores e buscam parcerias comerciais que atendam as outras partes desse processo.

Outro ponto positivo é que ao estabelecer parceiros, o nível das pequenas e médias indústrias e prestadores de serviços é elevado, fazendo com que a renda deste mercado seja distribuída”, avalia. Para ter mais visibilidade entre os compradores e fazer frente às grandes do setor offshore, na maioria empresa estrangeiras, a estratégia da Veber, segundo Silva, é estar, por exemplo, nos grandes encontros de executivos deste mercado. “Esse ano estaremos na Marintec South America, será nossa primeira participação em uma feira de grande porte. Queremos que os profissionais conheçam melhor a nossa empresa”, diz. Desafios – Sem perder o otimismo, o diretor da Veber entende que, antes de mais nada, é preciso superar os desafios que a indústria naval está vivendo, como a crise da Petrobras.

De acordo com dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL), a crise da estatal ocasionou problemas como a queda do preço do petróleo e demissões em massa. Até fevereiro desse ano, quase 45 mil trabalhadores perderam seus empregos, uma redução de 54%. “Acredito que o principal desafio desse segmento é a participação do setor no comércio internacional frente aos problemas econômicos e institucionais que vivemos atualmente aqui no Brasil.

Como a Petrobras é o maior consumidor desse segmento, todo o mercado naval fica à mercê desse cliente e acaba acontecendo o que vimos nos últimos meses, com o cancelamento de vários pedidos por conta das descobertas de corrupção e prejuízos financeiros da estatal”, aponta. Por conta disso, Silva pontua que o Brasil acaba não sendo muito competitivo em comparação com a concorrência de outros países. “Isso, na minha opinião, se deve ao ‘Custo Brasil’ e ao excessivamente caro acesso à tecnologias produtivas mais eficientes. Nossa produção continua muito manual, apesar de termos tido melhorias nos últimos dez anos”, declara.

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