Energia

Engeman amplia negócios e inicia atividade de comercialização de energia

A diversificação é a palavra de ordem da Engeman, empresa que tem forte atuação no setor de movimentação de cargas dentro do mercado de óleo e gás. A proposta da companhia é ampliar seu leque de negócios dentro do segmento petrolífero, ofertando atividades como manutenção e montagem. O engenheiro de vendas da empresa, Henrique Souto, afirma também que a Engeman começou negociações envolvendo descomissionamento. “Nesta semana, uma empresa nos chamou para uma primeira conversa de descomissionamento para uma plataforma no Brasil”, contou.

O executivo ainda revela que a companhia iniciou trabalhos também como comercializadora de energia na região de Macaé (RJ), com a proposta de oferecer um preço até 20% mais competitivo. “A Engeman, por querer diversificar atividades, está atacando todos os ramos da indústria, além de óleo e gás: siderúrgico, bens de consumo, energia e outras áreas que demandam manutenção e montagem industrial”, concluiu.

Quais são os principais projetos relacionados ao óleo e gás em andamento?

Hoje, a Engeman tem trabalhado em dois trabalhos continuados com a Petrobrás, em plataformas, relacionados a movimentação de cargas, limpeza de áreas e manutenção de motores. Nas atividades de movimentação de cargas, estão envolvidas as operações de guindastes, troca de cabos e a manutenção do que for necessário, em alguns aspectos destes guindastes. Hoje, as atividades relacionadas diretamente ao óleo e gás são nesses aspectos. A Engeman também está participando de outras concorrências com a Petrobrás e empresas que prestam serviços ao mundo do petróleo.

Nossa empresa tem muito orgulho de falar que, passada toda esta tormenta na área de óleo e gás, não teve problema algum. Conseguimos manter o nome limpo durante todo este processo e acreditamos que isto nos dá o papel de uma das principais fornecedoras.

Quais são os principais clientes da Engeman?

Hoje, a principal cliente é a Petrobrss. A estratégia da Engeman, de agora em diante, é diversificar a atuação, tendo a Petrobras ainda como principal cliente, mas também criando outras frentes de serviço, com indústrias siderúrgicas, mineração e indústrias de bens de capital. Nosso objetivo é tentar trazer estas outras áreas industriais.

Falando especificamente da diversificação, a empresa também planeja ampliar os tipos de contratos dentro do setor de óleo e gás?

Com certeza. Hoje, a Engeman está preparada para oferecer serviços de manutenção eletromecânica. Isso tanto para contratos de parada de plantas quanto as continuadas. Então, a ideia é oferecer manutenção eletromecânica, reformas, grandes reparos, instrumentação e automação, além de manutenção de bombas, motores e equipamentos para operadoras de plataformas quanto para as empresas que dão suporte às operações.

Hoje, existe uma grande prestadora de serviços com um processo público de licitação para vários equipamentos de teste e comissionamento. E são equipamentos críticos. A Engeman está forte nesta concorrência. Queremos expandir na área de petróleo e gás, mas também não depender somente da Petrobrás.

Na parte de manutenção, podemos atender desde a inspeção até grandes reparos. Em paralelo, temos montagem e desmontagem industrial. Além disso, existe também a parte de descomissionamento. Nesta semana, uma empresa nos chamou para uma primeira conversa de descomissionamento para uma plataforma no Brasil. Então, a Engeman tem condições de fazer tanto a montagem quanto a desmontagem, incluindo o descomissionamento. Nossa empresa também tem capacidade de fabricação e caldeiraria – estrutura metálica, equipamentos, spools, conexões, sistemas de guindastes e outras peças. Por fim, temos o serviço offshore com movimentação de carga, certificação de acessórios, limpeza industrial, pintura, recuperação de guindastes, manutenção de planta e fabricação de peças específicas.

Quais são as perspectivas com o mercado de óleo e gás?

O setor de óleo e gás é a prioridade da Engeman, mas queremos também ser lembrados para outras atividades, além da movimentação de carga. A Engeman é, hoje, uma solução segura para a Petrobras e outras empresas para a atividade de manutenção continuada, manutenção eletromecânica, montagem e descomissionamento de plantas e outros serviços offshore. Essa é a mensagem principal que queremos passar ao mercado. A Engeman tem uma expertise muito grande em movimentação de cargas, somos muito conhecidos por esta atividade. Mas também somos especialistas nas áreas que citei anteriormente. No universo fora de óleo e gás, os potenciais clientes querem a Engeman para manutenção, montagem e movimentação de cargas. Por isso, se neste ambiente de óleo e gás houver demanda de um fornecedor seguro para manutenção e montagem, podem contar conosco.

Além de óleo e gás, quais outros mercados estão no radar de oportunidades?

A Engeman, por querer diversificar atividades, está atacando todos os ramos da indústria, além de óleo e gás: siderúrgico, bens de consumo, energia e outras áreas que demandam manutenção e montagem industrial. Inclusive, já estamos trabalhando com siderúrgicas. Queremos ampliar ainda mais nossa presença neste setor, conquistando outros grandes clientes, como Gerdau, CSM e Usiminas.

Existem outras atividades ou segmentos que despertam interesse?

Temos uma parceria com uma empresa chamada Amperia para nos tornamos uma comercializadora de energia em Macaé (RJ). A Engeman tem dois produtos nesta área. O primeiro deles é a venda de energia e geração distribuída. Isso permite aos clientes conseguir uma energia 20% mais barata, sem investir um real em placas solares.

Como?

Se a empresa estiver dentro do perfil, ela poderá ter a Engeman como fornecedora de energia. Essa energia vem de usinas solares montadas pela Engeman, com um custo de energia 20% menor em relação ao preço praticado pela distribuidora local. O custo das placas fica com a Engeman, enquanto o cliente assume um contrato de médio e longo prazo conosco. Se o potencial cliente estiver em um perfil superior, a Engeman também vende energia mais barata dentro do mercado livre.

Existem negociações já em andamento envolvendo esta atividade de comercialização?

Estamos em conversas com indústrias de Minas e Rio de Janeiro, além de prefeituras de municípios na região de Macaé. ( Petronotícias)

Voltar ao Topo