A empresa petrolífera estatal equatoriana Petroamazonas EP suspendeu as operações em três campos de petróleo na região amazônica na segunda-feira, informou o Ministério da Energia do país, enquanto protestos contra medidas de austeridade convulsionam o país.

Em conjunto, as suspensões podem reduzir a produção de petróleo em 59.450 barris por dia, se não forem levantadas, disse o ministério em comunicado divulgado no Twitter.

Ele acrescentou que a suspensão ocorreu depois que os campos foram “tomados” por “indivíduos não afiliados à operação”, sem fornecer detalhes.

“No momento, nenhuma equipe foi contratada, pois os responsáveis ​​por cada campo mantêm conversas com as pessoas de maneira pacífica”, dizia o comunicado.

A remoção dos subsídios ao combustível pelo presidente Lenin Moreno, favorável ao mercado, provocou a pior agitação do país nos últimos anos, com 477 pessoas presas em cinco dias de protestos e milhares de manifestantes indígenas que marcham em direção à capital Quito do interior.

No campo de Sacha, Petroamazonas fechou os poços porque não podia transportar petróleo, o que o ministério disse que resultaria em uma perda de 45.600 bpd.

A empresa também fechou poços em vários locais no campo de Auca, na província de Orellana, e fechou uma instalação de geração de energia no campo de Libertador