Empregos

Estaleiro Keppel Fels admitiu ter feito pagamento suspeito ao seu lobista no Brasil

Já se sabia, mas a admissão do estaleiro Keppel Fels  ter reconhecido que realmente fez pagamentos de propinas para obter contratos com a Petrobrás, tira a empresa do corner e coloca mais luz em suas ações. O estaleiro é um dos maiores fornecedores da estatal brasileira com contratos no valor 25 bilhões de reais. Oficialmente a empresa enviou um comunicado enviado à Bolsa de Cingapura, onde fica a sua sede, e admite ter feito pagamentos suspeitos ao seu representante no Brasil “podem ser suspeitos”. O comunicado do Keppel é um dos primeiros passos para a empresa fazer um acordo de delação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O grupo terá que negociar com as autoridades americanas porque a legislação daquele país proíbe países que atuam lá de pagar propina no exterior. Se ficar confirmado que a empresa pagou suborno no Brasil, poderá ter que pagar multas bilionárias nos EUA.

O Keppel é um dos maiores conglomerados do mundo na produção de plataformas para extração de petróleo, com receitas de US$ 3,4 bilhões no primeiro semestre deste ano. O representante do grupo no Brasil era o lobista e engenheiro Zwi Skornicki, que foi preso pela Operação Lava Jato e admitiu em depoimento ao juiz Sérgio Moro ter pago US$ 4,5 milhões ao marqueteiro João Santana, que cuidou das campanhas de Lula (2006) e de Dilma Rousseff (2010 e 2014). A mulher e sócia de Santana, Mônica Moura, disse  que recebeu os US$ 4,5 milhões numa conta na Suíça, fechando as duas pontas da investigação.

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