Empregos

Estaleiro Promar demite após perder contratos

As demissões voltaram a acontecer no Estaleiro Vard Promar, localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape. Na última sexta-feira, cerca de 100 funcionários foram demitidos. A expectativa do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) é de que novos desligamentos aconteçam nesta semana. Os cortes se devem ao cancelamento pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, de parte dos contratos para construção de navios no empreendimento.

De acordo com o presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes, a empresa alega ao sindicato que terá que realizar redução de custo em todos os níveis para poder sobreviver à crise econômica. “Nós, junto com a comissão de fábrica, tentamos negociar para suspender as demissões, mas a gestão da empresa em todo momento formalizou que terá que fazer os desligamentos senão não consegue pagar as contas”, disse.

A Transpetro rescindiu os contratos de dois gaseiros (adequados ao transporte de gás liquefeito de petróleo) com o empreendimento. Quatro outros navios também encomendados pela estatal estão sendo construídos no local, dois com previsão de entrega prevista ainda para este ano. As encomendas integram o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que contratou a construção de 47 embarcações junto a estaleiros brasileiros.

Do total contratado, 14 foram entregues e 13 cancelados por dificuldades durante as obras. Com o novo cancelamento, o número total de embarcações do programa cai para 27. O programa encomendou ainda 20 comboios hidroviários para o transporte de etanol com o Estaleiro Rio Tietê, em Araçatuba. Três foram entregues e o quarto está sendo finalizado. Os 16 restantes estão suspensos.

Diante do posicionamento da empresa de não negociar as demissões, o sindicato decidiu dar entrada em uma denúncia junto à Procuradoria do Trabalho e ao Ministério Público solicitando providências para coibir novas demissões. “Nossa questão diz respeito principalmente aos terceirizados. Essas empresas são um dos maiores problemas. Elas deixam os funcionários trabalharem em condições precárias, sem equipamentos de segurança, sem ferramentas adequadas para o trabalho, por exemplo.” O Vard Promar possui 1.300 funcionários e 400 terceirizados.

O grupo tem contrato também com a Dofcon Navegação, empresa de instalação offshore, para construção de dois navios. O Petróleo tentou contato com a diretoria do Vard Promar, mas não obteve retorno.

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