Energia

EUA e Brasil podem ser parceiros em pequenos reatores nucleares

O Brasil e os Estados Unidos devem trabalhar juntos para construir pequenos reatores nucleares, disse à Reuters o ministro de Minas e Energia do Brasil, acrescentando que a nação sul-americana também está pronta para abrir minas de urânio a estrangeiros.

O Brasil está preparando uma legislação que abriria caminho para investimentos privados e estrangeiros na prospecção e mineração de urânio no país, disse o ministro Bento Albuquerque em uma entrevista. Há um esboço da legislação, mas uma versão final deve ser negociada com o Congresso, disse ele.

“Temos que resolver internamente a questão da exploração de urânio que hoje é um monopólio do estado e está nas mãos das Indústrias Nucleares do Brasil”, disse Albuquerque, referindo-se à empresa estatal que administra as minas de urânio do país.

“O que temos que fazer é tornar nossa legislação mais flexível para que possa haver exploração privada de urânio”, disse ele.

Albuquerque está em Washington antes da primeira visita oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos desde que assumiu o poder em 1º de janeiro.

Espera-se que a viagem na semana que vem, pelo direitista Bolsonaro, que modelou sua política externa e seu estilo político ao presidente dos EUA, Donald Trump, traga laços econômicos, políticos e militares mais estreitos entre os dois países.

Albuquerque também expandiu comentários anteriores de que projetos nucleares, como a usina de Angra 3, seriam abertos a investimentos estrangeiros privados, dizendo que usinas nucleares, bem como pequenos reatores nucleares, também poderiam atrair o interesse americano.

A construção de Angra 3 foi interrompida em 2015.

Os dois presidentes devem assinar uma declaração que incluirá uma provisão para criar um fórum bilateral para discutir oportunidades de investimento em energia nas áreas de petróleo, gás e energia nuclear, disse Albuquerque.

O fórum realizaria sua primeira reunião em abril, disse ele.

Os Estados Unidos manifestaram interesse em participar das próximas rodadas de leilões de blocos de petróleo na área do pré-sal na costa do Brasil, particularmente em uma região chamada de “transferência de direitos”, disse Albuquerque.

A área do pré-sal, onde bilhões de barris de petróleo e gás natural estão presos sob uma camada de sal sob o fundo do oceano, é uma das maiores descobertas de petróleo do mundo nas últimas décadas.

Os EUA também estão interessados ​​em investir no setor de gás natural do Brasil que está sendo aberto ao investimento privado, disse ele. Atualmente, o mercado de gás do país é dominado pela Petróleo Brasileiro SA e por empresas estatais de distribuição.

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