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EUA impõem novas sanções a navios e empresas vinculados à Venezuela

O Tesouro norte-americano anunciou, nesta terça-feira, a inclusão de navios e entidades de transporte de produtos químicos e petróleo vinculados à Venezuela com destino a Cuba na lista de sanções editada pelo órgão.

“Os EUA seguem tomando medidas contundentes contra o antigo regime ilegítimo de [Nicolás] Maduro e os malignos atores estrangeiros que o apoiam. Os benfeitores cubanos de Maduro sustentam o regime e viabilizam seu aparato repressivo de segurança e inteligência”, disse o secretário do Tesouro norte-americano Steven T. Mnuchin, segundo nota publicada pelo órgão.

​Tesouro impõe sanções adicionais contra entidades e navios transportando petróleo venezuelano para Cuba

“O petróleo da Venezuela pertence ao povo venezuelano e não deve ser usado como uma ferramenta de negociação para sustentar ditadores e prolongar a usurpação da democracia venezuelana”, acrescentou Mnuchin.

As entidades e navios afetados

A Lista de Cidadãos Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Interditas de Entrar no País (SDN, na sigla em inglês) do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro norte-americano incluiu quatro entidades e quatro navios no seu rol.

As entidades são, em sua maioria, registradas no Panamá à exceção de uma, registrada no Chipre. Os navios são vinculados às entidades sancionadas e são todos de bandeira panamenha.

Com a medida, todas as empresas e navios terão seus bens bloqueados pelo OFAC, assim como serão bloqueados os bens de quaisquer empresas que as tenham como acionistas nos Estados Unidos. As empresas norte-americanas, por sua vez, estão proibidas de realizar negócios com elas.

Retirada de sanções

O mesmo informe retira sanções impostas a outras empresas, navios e uma aeronave vinculados à Venezuela que haviam sido incluídos na lista entre janeiro e maio deste ano.

Sanções deste tipo, direcionadas especialmente contra o setor petrolífero venezuelano, se tornaram recorrentes desde janeiro deste ano, quando Washington reconheceu Juan Guaidó como “presidente em exercício” do país sul-americano.

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