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Ex-executivo da Odebrecht pede que Justiça impeça bancos de tomar ações da Braskem

O ex-acionista da Odbinv e ex-executivo da Odebrecht, José Carlos Grubisich, recorreu novamente à Justiça na tentativa de garantir que todos os credores do grupo, em recuperação judicial desde junho, tenham acesso às ações da Braskem no processo. Os papéis da petroquímica que pertencem à Odebrecht foram dados em garantia a um determinado grupo de bancos.

Desta vez, em pedido de liminar imediata, Grubisich pretende que a Justiça impeça que essas instituições financeiras executem extrajudicialmente as garantias fiduciárias ou reais constituídas sobre as ações da Braskem até a realização da Assembleia Geral de Credores que vai deliberar sobre o plano.

O pedido foi apresentado pela firma Warde Advogados na última sexta-feira ao juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, onde corre o processo de recuperação da Odebrecht. No documento, ao qual  teve acesso, Grubisich alega que a constituição dessas garantias nos últimos anos “está inserida num contexto de fraude contra credores” e pede, portanto, que seja concedida a liminar.

Além disso, o executivo pede que sejam intimados o Ministério Público, o administrador judicial, as recuperandas e demais credores para que se manifestem sobre a petição. Em uma ação anterior, de produção antecipada de provas, Grubisich já havia buscado a anulação das garantias dadas a esses conjuntos de bancos e a alteração dos créditos das instituições financeiras na recuperação judicial do grupo.

Grubisich, que foi presidente da Braskem e da ETH Bioenergia, tem R$ 67,7 milhões a receber do grupo, referentes à venda de ações da Odbinv quando deixou o grupo.
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