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FPSOs de Marlim e Parque das Baleias ficam para janeiro

Recebimento de propostas das duas licitações é adiado por um mês e expectativa é de que Libra siga mesmo caminho

A Petrobras adiou para janeiro as datas de entrega das propostas das licitações para o afretamento de dois FPSOs para o campo de Marlim e de um FPSO para o projeto do Parque das Baleias ambos na Bacia de Campos. A mudança no cronograma foi determinada pela comissão de licitação e comunicada aos participantes nesta semana.

A licitação dos dois FPSOs de Marlim foi adiada do dia 3 de dezembro para 20 de janeiro. Já o processo do Parque das Baleias foi postergado para 30 de janeiro.

Não há confirmação se o adiamento foi novamente motivado por solicitação de algumas empresas participantes. Entre as empresas do segmento, aposta-se que a incerteza em relação ao contrato do FPSO de Búzios com a Exmar tenha pesado na decisão da Petrobras. Além disso, acredita-se que isso possa motivar o adiamento da entrega de propostas da licitação do FPSO de Mero, marcada para dezembro.

As empresas interessadas nas licitações estavam enfrentando dificuldades para fechar o financiamento das propostas. No período pré-eleições, a taxa média de juros dos financiamentos ofertados para os proponentes estava girando acima de 9% ao ano, patamar considerado alto pelo mercado.

Os dois FPSOs de Marlim serão destinados ao projeto de revitalização do campo e entrarão em operação em 2021. Batizada Marlim I, a primeira unidade terá capacidade para produzir 80 mil barris/dia e comprimir 7 milhões de m³/d de gás, enquanto o FPSO de Marlim II produzirá 70 mil barris/dia e 4 milhões de m3/dia de gás.

O FPSO Marlim I terá que ser entregue 974 dias após a assinatura do contrato, e a segunda unidade em 1.065 dias, exatos três meses após a primeira. As unidades ficarão afretadas por 25 anos.

A conversão não terá exigência de conteúdo nacional, por se tratar de áreas da rodada zero. As novas unidades substituirão as sete plataformas que operam hoje no campo, com capacidade ociosa, produzindo mais água que óleo.

Previsto para iniciar operação em 2021, o FPSO do Parque das Baleias terá capacidade para produzir 100 mil barris/dia de óleo e comprimir 5 milhões de m3/dia de gás. O contrato de afretamento será de 22 anos e meio. (Fonte)

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