Refinaria

Gigante de açúcar quer ganhar mercado de millennials da China

Uma das maiores refinarias de açúcar da Ásia está negociando a venda do produto na China, atraída pela “nova geração” de consumidores do país.

A MSM Malaysia está quase na fase final das conversas para firmar parcerias no mercado consumidor de açúcar da China, disse Khairil Anuar Aziz, diretor-executivo da empresa. A refinaria planeja vender açúcar para lanches com alta demanda, como chá de bolhas, bebidas saudáveis e pão, além de adoçantes mais saudáveis, leite condensado e melaço usado em álcool.

Há “oportunidade se você realmente misturá-lo com o estilo de vida atual das pessoas” na China, disse Khairil em entrevista na sede da empresa, em Kuala Lumpur, na semana passada. “Realmente queremos fornecer açúcar para toda essa variedade de setores – panificadoras, chá de bolhas, bebidas saudáveis. A demanda está aí”.

A aposta da MSM na China surge após uma época tumultuada para o mercado global de açúcar, uma das commodities com pior desempenho nos últimos anos. A queda de mais de 40% nos contratos futuros nos últimos dois anos afetou empresas de vários países, como a alemã Suedzucker e a Olam International, importante trading de alimentos de Cingapura. A MSM também não saiu ilesa, já que as vendas em queda levaram a um prejuízo trimestral e os preços das ações caíram para um nível recorde na segunda-feira.

A MSM espera que a China ajude a mudar esse cenário. A refinaria, a sexta maior do mundo com capacidade de 2,25 milhões de toneladas por ano, vê a China como o próximo maior mercado de açúcar da Ásia, com a geração mais jovem cada vez mais ocupada e que recorre à facilidade dos lanches açucarados para consumi-los em qualquer lugar.

O consumo de açúcar na China deverá aumentar para mais de 15 milhões de toneladas no ano fiscal que termina em setembro de 2019, segundo o Ministério da Agricultura, enquanto as previsões da OCDE apontam o país como o principal importador de açúcar do mundo até 2027.

A MSM também espera que os preços do açúcar se recuperem no segundo semestre de 2019, à medida que o superávit global se transforme em déficit, embora pequeno, de acordo com Khairil. A média dos preços do açúcar bruto para exportação pode ficar em 14 centavos de libra-peso este ano, um reflexo do maior uso de açúcar para produção de etanol no Brasil e piores condições climáticas em algumas regiões da Índia, disse Khairil.

A recuperação de preços, bem como previsões do fortalecimento do ringgit malaio, deve ajudar a MSM a reforçar o caixa para novos investimentos, disse Khairil. “Estamos procurando o mercado para nos equilibrar”, disse Khairil. “Um déficit de açúcar bruto global nos dará um pouco de folga”.(Fonte).

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