Petróleo

Grande leilão de petróleo atrai interesse da BP, Exxon e Shell

Grande leilão de petróleo atrai interesse da BP, Exxon e Shell

O leilão de direitos de perfuração na costa do Brasil, planejado para novembro, potencialmente oferecendo mais petróleo do que todas as reservas comprovadas no México, atraiu o interesse de alguns dos maiores produtores do mundo.

A Chevron, a Exxon Mobil e a Royal Dutch Shell estão entre as 14 empresas registradas, informou o governo na segunda-feira. O Brasil espera arrecadar até US $ 25 bilhões em taxas de licenciamento pela venda dos arrendamentos.

“Este é um leilão para grandes players, dado o volume de petróleo envolvido”, disse o regulador de petróleo Decio Oddone em entrevista.

Os blocos em disputa em 6 de novembro – Búzios, Atapu, Itapu e Sépia – estão localizados em uma área onde a Petroleo Brasileiro SA, controlada pelo estado, obteve direitos do governo em 5 bilhões de barris de petróleo em 2010. Enquanto a Petrobras explorava o região, encontrou muito mais bruto do que tinha direito no acordo, deixando o governo com um superávit.

Desde então, a venda do chamado óleo de Transferência de Direitos tem sido bastante aguardada na indústria do petróleo. Nos últimos cinco anos, foram realizadas revisões de contratos e mudanças na regulamentação. Um marco foi alcançado na semana passada, quando o Congresso eliminou um obstáculo legal à oferta e abriu caminho para um pagamento de compensação de US $ 9 bilhões à Petrobras, como também é conhecida a empresa.

“As incertezas legais em torno da rodada acabaram”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia , na sexta-feira.

As 11 empresas registradas para o leilão como potenciais operadores incluem não apenas a Chevron, Exxon e Shell, mas também a BP Plc, CNODC, CNOOC, Equinor ASA, Petrogal da Galp Energia SGPS, Petrobras, Petroliam Nasional Bhd e Total SA. Ecopetrol SA, Wintershall e QPI se inscreveram como potenciais não operadores.

Diferentemente dos leilões regulares em que as empresas pagam pelo direito de perfurar áreas inexploradas, mas também correm o risco de não encontrar petróleo, a venda do próximo mês oferece uma grande quantidade de petróleo descoberto. A Petrobras já está produzindo na mesma região de águas profundas do Oceano Atlântico.

Outra diferença com o leilão de novembro é uma mudança nas regras estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo do Brasil, a fim de estimular a concorrência. As empresas participantes devem apresentar simultaneamente ao regulador um envelope, mesmo que não contenha uma oferta real.

Em outros leilões, os licitantes enviam dois ou mais envelopes: um tem preço mínimo, caso não haja ofertas dos concorrentes, enquanto outro contém uma oferta mais alta, caso haja interesse de concorrentes.

Uma empresa de consultoria contratada pelo órgão regulador disse que há pelo menos 6 bilhões de barris excedentes e possivelmente até 15 bilhões nos blocos destinados a leilão. Isso se compara a 7 bilhões de barris de reservas comprovadas no México. As próprias estimativas da Petrobras do petróleo da área não foram divulgadas ao governo ou a potenciais licitantes.

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