Offshore

Grande leilão offshore do Brasil atrai interesse mundial de produtores

BP Reino Unido
Chevron EUA
CNODC China
CNOOC China
Ecopetrol Colômbia
Equinor Noruega
ExxonMobil EUA
Petrogal Portugal
Petrobras Brasil
Petronas Malásia
QPI Catar
Shell Reino Unido/Holanda
Total França
Wintershall DEA Alemanha

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) habilitou, ao todo, 14 empresas para o megaleilão dos excedentes da cessão onerosa, marcado para o dia 6 de novembro. A lista de inscritos mostra que a licitação será uma disputa entre figurinhas carimbadas que já atuam em águas profundas no Brasil. A exceção nesse grupo é a Petronas, da Malásia, que busca o seu primeiro contrato de exploração e produção de óleo e gás no país.

A malaia, uma das maiores petroleiras do mundo, vem mapeando oportunidades de negócios nos leilões da ANP desde 2017. Em 2013, a companhia chegou a fechar um acordo com a OGX para comprar 40% do campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, mas desistiu do negócio depois que a antiga petroleira de Eike Batista entrou em recuperação judicial.

O leilão dos excedentes da cessão onerosa ofertará os volumes que ultrapassam os 5 bilhões de barris aos quais a Petrobras tem direito de produzir nas áreas de Búzios, Atapu, Itapu e Sépia, no pré-sal. Os quatro ativos somam um bônus de assinatura da ordem de R$ 106 bilhões.

Pelos altos valores envolvidos, a rodada atraiu, sobretudo, as gigantes do setor, como ExxonMobil, Shell, BP, Equinor, Total e Chevron – todas elas com expertise em operação de ativos em águas profundas.

As asiáticas, representadas pelas chinesas CNODC e CNOOC e a Qatar Petroleum (QPI), também estão entre candidatadas à aquisição dos excedentes. Todas elas já atuam no pré-sal brasileiro. Por ofertar áreas com descobertas já identificadas, o leilão dos excedentes faz o perfil das estatais asiáticas, que geralmente entram nos leilões brasileiros como investidores financeiros, interessadas mais no acesso a grandes reservas do que na operação dos ativos.

Entre outras empresas que despontam como candidatas à aquisição dos excedentes estão a Shell, Total e Petrogal, que possuem áreas próximas àquelas ofertadas no leilão, em jazidas que se conectam aos ativos do leilão. A lista de habilitadas é composta, ainda, pela alemã Wintershall e pela colombiana Ecopetrol.

Do lado de quem ficou de fora, a ausência mais sentida é a da espanhola Repsol, uma das três principais produtoras privadas de petróleo do Brasil.

A Petrobras é a única empresa nacional habilitada. A companhia manifestou o direito de preferência de entrar como operadora das áreas de Búzios e Itapu. Se confirmada sua vitória, pelos percentuais mínimos de participação, de 30%, a estatal terá que desembolsar R$ 20,9 bilhões. A tendência, contudo, é que a Petrobras amplie sua fatia nos consórcios, para além dos percentuais mínimos. Nada impede também que ela entre, como sócia minoritária, nas demais áreas ofertadas.

Na semana passada, o governo deu um passo importante para viabilizar o leilão, na data prevista, ao chegar a um acordo com o Congresso para promulgação da PEC que altera o teto de gastos públicos e autoriza a União a pagar os US$ 9 bilhões devidos à Petrobras pela revisão do contrato da cessão onerosa. O leilão ainda depende de um aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que deve se reunir amanhã para aprovação do relatório final da licitação.

Na sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o edital da licitação já foi lançado e que “está tudo certo” para a realização da rodada. Ele destacou que o MME e o Ministério da Economia já responderam a todos os questionamentos do TCU e que, agora, aguarda apenas a aprovação, em plenário, dos ministros do tribunal sobre o relatório técnico sobre o leilão.

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