Celulose

Greve em fábrica da Arauco afeta produção de celulose

Uma greve deflagrada por funcionários da chilena Arauco levou à paralisação da produção de celulose em uma de suas fábricas, na região de Bío Bío, com impacto na disponibilidade da matéria-prima em um momento de sobreoferta no mercado global.

A notícia repercutiu positivamente entre os investidores, e as ações da brasileira Suzano, concorrente da Arauco, subiam 5% às 12h21, para R$ 33,85, na B3.

A unidade da Arauco fica em Horcones e pode produzir cerca de 700 mil toneladas por ano de celulose. A fábrica é palco do projeto Modernización y Ampliación de la Planta Arauco (Mapa), de expansão da capacidade produtiva de fibra da companhia chilena, investimentos de US$ 2,35 bilhões.

O Mapa compreende a construção de uma nova linha de produção de celulose de eucalipto, com capacidade instalada para 1,56 milhão de toneladas por ano, e a modernização da linha 2, que já está em operação.

Ao fim dos investimentos, a fábrica estará apta a produzir 2,1 milhões de toneladas anuais da matéria-prima, com acréscimo de 1,27 milhão de toneladas em relação à capacidade atual.

Segundo a mídia chilena, os mais de 400 trabalhadores entraram no segundo dia de greve, após fracassar a negociação salarial coletiva. A produção de celulose começou a ser interrompida na terça-feira à noite.

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