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Grupo Libra ordenou manter as operações de Santos

Um juiz de falências brasileiro disse ao Grupo Libra que deve “manter suas operações” nos terminais T-35 e T-37 no porto de Santos, apesar de a operadora do terminal anunciar na semana passada que fecharia ambas as instalações por causa da crescente dívida. e a perda de vários serviços semanais de linha.

O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, do Tribunal de Falências e Recuperação Judicial brasileiro, determinou que o Grupo Libra deve “honrar seu contrato original de 25 anos”, que vai até maio de 2020, e continuar pagando seu pessoal. O juiz também ordenou que a operadora familiar continuasse a pagar tarifas para a Autoridade Portuária de Santos (Codesp) equivalentes àquelas que seriam cobradas em uma taxa anual de 400.000 TEUs, de acordo com o contrato original. A Libra movimentou 525.812 TEUs em Santos no ano passado, 12,8% do volume total do porto, abaixo do pico de 801.500 TEU em 2012, quando movimentou 25% da produção do porto.

“Considerando o anúncio incomum da recuperação, ordeno que o Grupo Libra tome todas as medidas para continuar suas operações enquanto o processo de recuperação judicial estiver em andamento, mantendo todos os contratos em vigor”, disse Oliveira.

A decisão é uma vitória da Codesp, que receberá uma receita adicional sobre os 2 bilhões de reais (US $ 515,2 milhões) que a Libra já deve à autoridade portuária como resultado de uma disputa contratual de 20 anos.

Com as chamadas de navios porta-contêineres cessando no final do mês, a Codesp informou que Libra continuará empregando 400 de seus 800 atuais trabalhadores em “atividades de armazenagem” e movimentando cargas de contêineres menores, competindo com o Ecoporto Santos e Rodrimar. Enquanto isso, 11 guindastes de pórtico ship-to-shore (STS) ficarão ociosos nos pátios de Libra. Os 17 guindastes de pórtico para pneus de borracha (RTGs) e 19 reach stackers dos terminais, no entanto, podem ser usados ​​pelos negócios de LCL e armazenagem.

Transportadores, especialmente exportadores de café, reclamaram da falta de capacidade em Santos no ano passado, e embora a DP World Santos diga que pode lidar com a troca extra de 500.000 TEU de Libra, as operações podem se estender rapidamente nos três terminais restantes se a indústria brasileira economia pega significativamente, como muitos estão prevendo. O Ecoporto Santos, que também atende somente serviços de carga e armazenagem LCL, também possui quatro guindastes STS ociosos, mas os transportadores temem que se a capacidade do terminal for afetada, as taxas de movimentação de carga aumentariam como resultado.

Depois de apresentar um pedido de recuperação judicial (equivalente ao processo do Capítulo 11 nos Estados Unidos) em julho de 2018, a Libra esperava que um acordo informal com a CMA CGM se transformasse em um contrato de longo prazo para o braço estéril da companhia aérea francesa Terminal Link. para operar o T-35 e o T-37.

Antes do anúncio de Libra na semana passada, o presidente da Codesp, Casemiro Tércio Carvalho, disse à JOC.com que a autoridade também esperava que a CMA CGM assumisse o manuseio de contêineres em Santos em regime de transição, acrescentando que iniciará um novo processo de concessão no início do próximo ano.

Um porta-voz da Codesp disse no final da semana passada que estava “decepcionado com o fato de o contrato de transição não ter funcionado”, observando que a autoridade não recebeu aviso prévio de que o Grupo Libra seria desativado em 29 de abril.

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